Belo Horizonte – A Polícia Civil de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) investigam uma denúncia contra uma professora da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no bairro Providência, na região Norte de Belo Horizonte. Imagens de uma câmera de segurança da sala de aula mostram a docente esfregando uma prova no rosto de um aluno de 8 anos, estudante do 3º ano do ensino fundamental.
A mãe do menino registrou um boletim de ocorrência após tomar conhecimento do episódio e classificou a situação como “extremamente grave”. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, em Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado após a denúncia registrada na quarta-feira (16). A investigação está em andamento e deverá apurar as circunstâncias do episódio e eventual responsabilidade criminal.
Mãe diz que filho ficou abalado
Segundo a mãe, ela já havia procurado a escola e conversado com a professora após receber reclamações relacionadas ao comportamento do filho em sala de aula. A responsável afirma reconhecer que o menino pode apresentar dificuldades relacionadas à atenção, conversa e organização.
Ela, no entanto, defende que eventuais problemas de comportamento sejam tratados de maneira respeitosa, sem situações que possam causar humilhação ou constrangimento ao estudante.
Em um relato encaminhado às autoridades em busca de orientação e providências, a mãe afirmou que o filho ficou profundamente envergonhado e abalado após o episódio. Segundo ela, o menino passou a demonstrar medo de encontrar a professora e não quer voltar às aulas.
A responsável também rebateu manifestações nas redes sociais que, segundo ela, tentaram minimizar o episódio com base em métodos disciplinares utilizados no passado.
“E não, eu nunca disse que meu filho é ‘santo’ ou que ele nunca erra. A criança erra, aprende, é corrigida e precisa ter limites. Mas existe uma diferença enorme entre corrigir uma criança e humilhá-la ou tratá-la de forma inadequada”, escreveu.
Caso também é apurado pela Educação
Além da investigação policial, a Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C iniciou uma apuração preliminar para reunir informações, analisar os fatos e verificar eventual responsabilização da professora.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação, o procedimento garante à servidora o direito ao contraditório e à ampla defesa.
O serviço de inspeção da pasta esteve na escola na sexta-feira (18) para realizar procedimentos de apuração. A direção da unidade também recebeu os responsáveis pelo estudante e registrou a ocorrência em ata escolar.
A secretaria informou ainda que acompanha o aluno por meio da estrutura de atendimento educacional. O Núcleo de Atendimento Educacional (NAE) foi acionado para prestar apoio e acolhimento à criança.
Em nota, a SEE-MG afirmou que “não compactua com eventuais desvios de conduta” e destacou que as escolas e os profissionais da rede estadual recebem orientações sobre a postura adequada no ambiente escolar e nas relações interpessoais, conforme o Código de Conduta Ética.
Até o momento, não há informação de que a professora tenha sido afastada das atividades.
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Investigação está em andamento
As imagens da câmera de segurança e os demais elementos apresentados na denúncia deverão ser analisados durante as apurações. A Polícia Civil também poderá ouvir pessoas envolvidas no episódio para esclarecer o que ocorreu dentro da sala de aula.
A investigação ainda não foi concluída e, portanto, a denúncia não representa uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal ou administrativa da professora. A apuração policial e o procedimento da Secretaria de Educação são independentes e deverão indicar as medidas cabíveis após a análise dos fatos.

