A ex-ministra e candidata Marina Silva (Rede/SP) lidera uma importante movimentação política ao assinar o Manifesto pelo Turismo de Natureza, documento lançado coletivamente por mais de 75 organizações, como o Instituto Semeia, a SOS Mata Atlântica e o WWF-Brasil.
No entanto, apesar do peso do nome de Marina, a pauta ainda avança a passos lentos no Legislativo Federal: até o momento, poucos candidatos ao Senado se comprometeram formalmente com a iniciativa. Entre os nomes da disputa pelo Senado que já endossaram o documento estão os candidatos Manuela D’Ávila (PSOL/RS), Fabiano Contarato (PT/ES) e Helio Secco (Missão/RJ).
O manifesto cobra dos futuros governantes e legisladores um compromisso prático com pilares estruturais para destravar o setor no país. Entre as propostas estão a criação e gestão adequada de Parques e Áreas Protegidas, o estabelecimento de metas sustentáveis de visitação, a integração das políticas de economia, turismo e meio ambiente, e o planejamento territorial para conectar parques a rotas turísticas. O texto também defende a ampliação de investimentos em infraestrutura, mecanismos modernos de financiamento e o apoio à formação de comunidades do entorno.
A urgência em transformar a pauta em prioridade estratégica tem forte justificativa econômica. Em 2025, o turismo internacional injetou USD 7,9 bilhões no Brasil, atraindo 9,3 milhões de visitantes. No mesmo período, apenas os Parques Nacionais registraram 13,6 milhões de visitas e sustentaram 219,6 mil postos de trabalho, provando o peso do turismo de natureza na geração de emprego e renda.

