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ANTT suspende testes com radares de velocidade média em rodovias de MG

Radar Olhar Aguçado(há 28 minutos)
ANTT suspende testes com radares de velocidade média em rodovias de MG

Belo Horizonte – A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspendeu temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. A medida foi adotada para permitir análises e ajustes técnicos, procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e à comunicação com os usuários.

Em Minas Gerais, os testes estavam autorizados em trechos das rodovias BR-050, BR-381, BR-040 e BR-116. Segundo a ANTT, nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base no sistema durante a fase experimental.

Desde o início do projeto, os atos que autorizaram os testes determinaram que os dados registrados não poderiam ser utilizados para aplicação de penalidades aos motoristas.

Como funciona o radar de velocidade média

Diferentemente dos radares convencionais, que verificam a velocidade de um veículo em um ponto específico da rodovia, o sistema de velocidade média utiliza dois ou mais pontos de monitoramento.

A tecnologia registra a passagem do veículo nos pontos determinados e calcula quanto tempo o motorista levou para percorrer a distância entre eles. A partir dessas informações, é possível calcular a velocidade média no trecho.

Durante a fase experimental, porém, esse resultado não pode gerar multa ou registro de infração de trânsito.

A iniciativa faz parte dos esforços da ANTT para avaliar tecnologias voltadas à segurança viária. A agência afirma que realizará ajustes antes de definir os próximos passos do projeto.

Testes em Minas Gerais

Em Minas, uma experiência com o sistema ocorre na BR-050, em um trecho de aproximadamente 11 quilômetros em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O monitoramento é realizado pela concessionária Ecovias Minas Goiás em caráter educativo, sem aplicação de multas.

radar velocidade média eco rodovias

Segundo a EcoRodovias, o sistema de monitoramento por velocidade média é utilizado no trecho desde 2022. A concessionária considera a tecnologia uma estratégia com potencial para contribuir com a segurança viária, ao estimular os motoristas a manterem um comportamento mais adequado durante o percurso.

Dados apresentados pela empresa apontam que, na comparação entre os primeiros semestres de 2022 e 2026, os acidentes com feridos no trecho caíram 35%. No mesmo período, a concessionária informou que as mortes foram reduzidas em 100%, sem registro de óbitos no primeiro semestre de 2026.

A empresa ressalta, entretanto, que os resultados observados estão relacionados ao conjunto de ações realizadas no trecho, incluindo iniciativas educativas e operações em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Outros estados também tinham testes autorizados

Além de Minas Gerais, o projeto-piloto da ANTT estava autorizado em trechos de rodovias de outros sete estados.

Os locais incluíam trechos da BR-101, no Espírito Santo; BR-414, em Goiás; BR-163, em Mato Grosso do Sul; rodovias federais e estaduais no Paraná; BR-101 e BR-116, no Rio de Janeiro; BR-386, no Rio Grande do Sul; e BR-101, em Santa Catarina.

A previsão inicial era de que os testes tivessem duração de 180 dias, período que poderia ser prorrogado. Com a suspensão, a ANTT informou que realizará os aprimoramentos técnicos, procedimentais e operacionais antes de anunciar as próximas etapas do projeto.

A agência reforçou que a experiência tem caráter técnico, educativo e experimental e que, nesta etapa, a velocidade média registrada não poderia, por si só, resultar em autuação ou penalidade.

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