O governo dos Estados Unidos pretende redirecionar US$ 52 milhões (cerca de R$ 268 milhões) em recursos militares de países da Europa e do Oriente Médio para quatro nações da América Latina: Colômbia, Equador, Peru e Panamá.
A mudança foi comunicada pelo Departamento de Estado ao Congresso americano na terça-feira (15/9) e prevê a transferência de recursos que estavam destinados originalmente a Tunísia, Eslováquia, Macedônia do Norte e Iraque.
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De acordo com a imprensa internacional, os recursos serão utilizados para equipamentos, treinamento e assistência técnica voltados ao combate ao narcotráfico e ao que Washington chama de “narcoterrorismo”, além de ações para conter a influência militar de países considerados adversários dos EUA na região.
A decisão ocorre poucos dias após o secretário de Estado, Marco Rubio, visitar Colômbia, Equador e Peru. Durante a viagem, o braço direito de Donald Trump na política externa anunciou novos acordos de cooperação em segurança e defesa com os três países.
O movimento faz parte da estratégia da atual administração de ampliar a presença americana no Hemisfério Ocidental.
Embora o valor seja considerado pequeno diante do orçamento total destinado pelos EUA ao programa de Financiamento Militar Estrangeiro — que recebeu US$ 6,16 bilhões em 2026 —, a redistribuição evidencia uma mudança na prioridade geográfica da política externa americana.




Trump
Molly Riley/ White HouseBrasil de fora
- O Brasil não está entre os países que receberão os recursos militares anunciados pelo governo Trump.
- A ausência ocorre em um momento de aumento das críticas de Washington à política brasileira de combate ao crime organizado.
- Em documento enviado ao Congresso americano nesta semana, Trump afirmou que o governo brasileiro “falhou em confrontar” o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras.
- O presidente americano também afirmou que as duas facções transformaram o Brasil em um centro de distribuição de cocaína e cobrou medidas mais duras contra os grupos.
- A avaliação chama atenção porque o Brasil aparece no documento, mesmo sem integrar o grupo de países que receberão o novo financiamento militar.
- Ao mesmo tempo, Washington reforçou a cooperação com governos latino-americanos alinhados à agenda de segurança de Trump.
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Na declaração, Trump elogiou governos latino-americanos que ampliaram a cooperação com Washington. Argentina, Equador e El Salvador foram citados como aliados no combate ao narcoterrorismo, enquanto o Peru foi destacado pela disposição de Keiko Fujimori em atuar com os EUA contra o crime organizado.
A Colômbia, embora permaneça na lista americana de países ligados ao trânsito ou produção de drogas, foi apontada como possível candidata a deixar a relação caso avance no combate ao narcotráfico.
A aproximação também ocorre por meio do Escudo das Américas, coalizão liderada pelos EUA que reúne Colômbia, Peru, Argentina, Equador e El Salvador em ações contra organizações criminosas.

