Belo Horizonte – O senador e candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que decidiu não apoiar o presidente estadual do seu partido, Euclydes Pettersen, numa possível candidatura ao Senado, ao ficar sabendo que ele foi indiciado na Farra do INSS, por suspeitas de fraudes nos descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.
Cleitinho afirmou que chegou a dizer para o aliado que, no momento, não teria seu apoio para a disputa ao cargo majoritário e alegou que “você tem um processo para se defender”, disse Cleitinho em sabatina, no jornal MG 1, da Globo.
A Polícia Federal (PF) indiciou Pettersen por suspeita de ter recebido R$ 14 milhões em propina da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Ele agiria como “fiador político” da organização.
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Ao ser questionado sobre como ficaria o discurso de combate a corrupção, tendo Pettersen como aliado, Cleitinho afirmou que isso é uma questão do correligionário e que, caso a Justiça o condene, ele terá que pagar.
“Essa investigação dele, é dele. Pega o relatório da Polícia Federal e vê se tem alguma fala minha, algum contato com esse pessoal, com o próprio Euclydes. A política eu faço com ele mesmo, ele tornou um cara que é amigo meu. Agora, mesmo que seja amigo meu, se ele estiver errado, vai ter que pagar”, afirmou.
O parlamentar afirmou que, caso se torne governador, o seu aliado não terá necessariamente poder de intervir na gestão estadual e que as decisões caberão exclusivamente a ele.

