Belo Horizonte – O resultado do exame para detectar possível insanidade mental da diarista Paola Stefany Neto Cirino foi liberado nesta quinta-feira (17/9) e deu negativo. No laudo pericial a conclusão é de que a diarista, indiciada e denunciada pelo duplo latrocínio do casal Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Atala Inácio, de 76 anos, no dia 29 de junho em BH, não teve graves alteração do humor, nem teve delírios ou alucinações durante o crime, que ela já confessou. A defesa pretende recorrer.
O exame de insanidade mental foi realizado na segunda-feira (14/9), por determinação da Justiça levando em consideração alguns elementos, como relatos de familiares sobre um histórico de instabilidade emocional e registros de atendimentos psiquiátricos de urgência. Paola já teria sido atendida no Hospital André Luiz e em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Ribeirão das Neves.
Outro ponto considerado pela Justiça foi a própria versão apresentada por Paola durante o processo. Conforme registrado na decisão, ela afirmou que teria cometido o crime durante um “surto psicótico”.
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Sobre o crime
A diarista Paola confessou ter dopado com clonazepam e assassinado a facadas na primeira vez em que foi apartamento do casal para realizar o serviço de diarista, no dia 29 de junho.
Após cometer os homicídios, a acusada roubou joias, relógios, telefones celulares e cerca de R$ 18 mil em dinheiro em espécie antes de fugir do local. Ela continua presa.
Habeas Corpus
A defesa tenta a liberdade de Paola, por meio de habeas corpus, após negativa de liberdade em segunda instância. As alegações são:
- Paola é réu primária;
- Não tem antecedentes criminais;
- Boa-fé perante a sociedade;
- Crime foi uma fato isolado.
A defesa de Paola afirmou ao Metrópoles que irá recorrer e que já passou o laudo a um perito particular. Disse também que há pontos que poderão ser contestados.

