Uma sacola de lixo e uma caixa de papelão com cerca de R$ 300 mil em espécie, foram apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a operação que investiga possíveis irregularidades na destinação de aproximadamente R$ 40 milhões em recursos do Conselho Federal de Odontologia (CFO). Além do dinheiro, os agentes apreenderam veículos.
A ação deflagrada nesta quinta-feira (17/9) tem o objetivo de aprofundar as investigações sobre a destinação dos recursos. Segundo a corporação, os valores teriam sido repassados a uma empresa privada responsável pela gestão de investimentos.
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Como divulgado pelo Metrópoles, o desvio milionário envolveu diretores e ex-diretores da entidade em repasses à empresa Solstic Capital, Investimentos e Participações Ltda., do empresário Flávio Batel, morto em novembro de 2024.

As apurações apontam que, à época, o empresário Carlos Alberto Kubota teria lucrado, ao menos, R$ 8 milhões de comissão pelo investimento milionário feito pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) em um suposto esquema de pirâmide financeira. Ao todo, a operação irregular movimentou cerca de R$ 100 milhões entre 2021 e 2022.
A investigação, no entanto, apontou que a empresa não possuía autorização do Banco Central nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar no mercado financeiro.
Operação
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Mato Grosso. As ordens foram expedidas pela 12ª Vara da Justiça Federal Criminal do Distrito Federal.
A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas e bens ligados às pessoas físicas e jurídicas investigadas, incluindo ex-dirigentes do CFO e empresários.
As investigações identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas, como dispersão dos valores recebidos, transferências entre empresas e pessoas relacionadas aos investigados e remessas internacionais.
A PF apura possíveis irregularidades na aplicação dos recursos e a participação dos investigados nas movimentações financeiras.

