O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino comentou, em sessão nesta terça-feira (15/9), sobre o vídeo do humorista Fabio Porchat em que ele satiriza a rotina dos jornalistas em meio à cobertura da crise na Corte do caso Master.
Dino pergunta se o presidente da instituição, Edson Fachin, assistiu à esquete e, quando ele responde que não, o magistrado afirma que a situação retratada no vídeo também se aplica para os ministros.
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No vídeo, Porchat está deitado na cama, de pijama, interpretando um jornalista exausto pelo trabalho, principalmente por causa da quebra de sigilo e enxurrada de decisões do STF durante a madrugada.
“Ninguém aguenta mais quebra de sigilo onze da noite. Pelo amor de Deus, eu preciso dormir”, diz o personagem.
Na encenação, ele pede que o presidente do STF impeça a divulgação de informações durante o período noturno. Ele brinca com o retrabalho provocado por mudanças nas decisões judiciais.
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“Apuro tudo, checo as fontes, escrevo a matéria. Quando eu vou publicar, o Dino tinha botado o cara de volta. Não dá”, diz.
No Supremo, Fachin afirma que não viu o vídeo, pois estava trabalhando no gabinete.
Dino: O senhor viu o vídeo do Fabio Porchat?
Fachin: Não
Dino: É um vídeo muito bom, porque nós estamos parecidos. Eu cheguei atrasado porque eu estava decretando prisão de gente. É tanta petição, presidente, mas é bom o senhor ver o vídeo.
Fachin: Eu não tive tempo, estou vendo os ofícios que chegaram, que são hemorrágicos.
Dino: Ele fala dos jornalistas, mas se aplica aos ministros também.







Plenário do Supremo Tribunal desta terça-feira (15/9)
Rosinei Coutinho/STFPresidente da Suprema Corte, Edson Fachin
Rosinei Coutinho/STFMinistro Alexandre de Moraes, do Supremo
Rosinei Coutinho/STFMinistro Dias Toffoli, do STF
Rosinei Coutinho/STFMinistro Cristiano Zanin, do STF
Rosinei Coutinho/STFO procurado-geral da República, Paulo Gonet
Rosinei Coutinho/STFCrise e decisões no STF
O plenário iniciou, nesta manhã, se Moraes deve ser investigado pela suposta troca de mensagens com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O STF passa pela maior crise de sua história da instituição com troca de acusações entre Moraes e André Mendonça. Os últimos dias foram marcados por uma verdadeira guerra de ofícios, com pedidos e decisões dos integrantes da Corte.
Na noite desse sábado, Fachin tirou Mendonça da relatoria do processo que aponta o suposto elo entre Moraes e Vorcaro. Ele também mandou paralisar temporariamente as investigações do Master e das fraudes do INSS e ordenou que o relator dos dois casos, encaminhe os processos à Presidência do Supremo.
Fachin negou um pedido feito por Gilmar Mendes para que uma possível investigação contra André Mendonça fosse feita ao mesmo tempo. O magistrado optou por separar as discussões e marcou a análise desse outro caso para 23 de setembro.

