A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse, nesta terça-feira (15/9), que se sente envergonhada pois a Corte “provocou um mal-estar cívico ao país”.
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🏛️ “STF provocou um mal-estar cívico ao país. Me sinto envergonhada”, diz Cármen Lúcia pic.twitter.com/Lpek65J1tm
— Metrópoles (@Metropoles) September 15, 2026
Em sessão no STF, a ministra votou junto com o presidente Edson Fachin para julgar separadamente os relatórios da Polícia Federal sobre os ministros Alexandre de Moraes, sobre mensagens com e o banqueiro Daniel Vorcaro, e a condução do caso por André Mendonça.
Cármen foi a última a votar sobre uma questão de ordem apresentada pelo decano Gilmar Mendes para que o plenário vote, além do relatório sobre Moraes, um segundo documento formulado pela corporação sobre a condução do relator do Caso Master, André Mendonça- esse apresentado por Moraes.
“Nós mesmos do Supremo, inebriamos o sentimento de justiça do país nos últimos dias”, disse a ministra. E seguiu: “Peço desculpas ao povo brasileiro que talvez tenha esperado de mim uma posição diferente. Queria poder ter sido melhor em ajudar a acalmar as coisas e não consegui”.
Com o voto de Cármen, o STF tem 4 a 3 para rejeitar a questão de ordem. Votaram pela rejeição os ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia, André Mendonça e Luiz Fux. Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes votaram a favor.
Flávio Dino chegou a indicar que votaria a favor — o que empataria o julgamento em 4 a 4 —, mas pediu vistas e adiou o julgamento.

