O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse, nesta segunda-feira (14/9), que ainda vê espaço para novas medidas de controle de gastos e de revisão de benefícios tributários deficientes no Orçamento de 2027, cuja proposta foi enviada pelo governo federal ao Congresso no fim de agosto. A afirmação foi feita durante participação online no Seminário Brasil Hoje, da organização Esfera Brasil.
Durigan observou que foi preciso um trabalho de três anos e meio para recompor o Orçamento, partindo de um déficit de R$ 189 bilhões herdado em 2023, mas a previsão é de trajetória de superávit primário crescente no Brasil. “Não foi simples corrigir”, afirmou. A partir de agora, acrescentou, a previsão é de uma trajetória de superávits crescentes.
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Nesse contexto, o ministro disse que o Orçamento ainda pode ser aperfeiçoado. “Isso com novas medidas de controle de gastos e novas revisões de benefícios tributários deficientes”, afirmou.
Questionado no evento, Durigan também tratou do tema do impacto da política fiscal (a relação entre receitas e despesas do governo) na taxa de juros.
Ele observou que o governo tem um compromisso como o “aperfeiçoando do fiscal”. Argumentou, contudo, que esse não é o único fator que tem pressionado as taxas para cima. “Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Japão, todos pagam taxas de juros em patamares que não se via há 20 anos”, disse.
Ele atribui essa alta geralizada, em grande medida, a fatores como a “pressão exercida pela extrema-direita” global, além do conflito no Oriente Médio entre EUA e Irã. “A guerra não está no nosso controle nem a política monetária de outros países, mas melhorar o fiscal, dar força à economia brasileira, racionalizar o Estado, dar transparência aos nossos benefícios tributários, combater privilégios de servidores públicos e de setores do empresariado que têm benefícios que não parecem justificáveis do ponto de vista social, eu acho que isso tem que ser assumido por parte do governo e da equipe econômica”, afirmou, citando ainda o “compromisso de melhorar o fiscal todos os dias”.

