Líder do movimento anti-Supremo no empresariado, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi denunciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral) em caso já arquivado pela Justiça pela ilegalidade na obtenção das provas.
Skaf foi denunciado pela Procuradoria Regional Eleitoral por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral pelo recebimento de propina, por meio de caixa dois, na sua campanha ao governo de São Paulo em 2014.
A Odebrecht teria repassado R$ 5,1 milhões a Skaf a pedido do então presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, com compensação dos valores em contrato entre as empresas.
O caso foi arquivado pelo então ministro do Supremo Ricardo Lewandowski, sob o fundamento de que as provas foram obtidas de forma ilegal. O entendimento não significa que o conteúdo dos sistemas tenha sido considerado falso, mas que não havia garantias suficientes sobre a integridade e a rastreabilidade da prova.
Skaf também é ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que acrescenta um componente político à sua atuação para pressionar o julgamento de Alexandre de Moraes, do Supremo.
Ele foi nomeado pelo então presidente membro titular do Conselho da República, ao lado do general Augusto Heleno, nas duas vagas destinadas a cidadãos brasileiros natos de livre escolha do presidente da República.




O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro
Samuel Pancher / MetrópolesVideoconferência de Bolsonaro e ministros com Paulo Skaf, da Fiesp
Marcos Corrêa/PRMinistros do Supremo ironizaram a indignação de Skaf diante do seu histórico, que foi lembrado por interlocutores sobre isso.
Sob a liderança dele, a Fiesp lidera um abaixo-assinado com entidades empresariais para pressionar a Corte a deliberar sobre a crise que envolve o ministro Alexandre de Moraes.
O movimento foi iniciado após o ministro André Mendonça, relator do caso Master, tornar público conversas de Daniel Vorcaro com Moraes nas quais o banqueiro sugere que relação promíscua com o ministro.
A coluna conversou com a assessoria de Skaf e foi informada que ele não iria se manifestar.

