Ao levantar, neste domingo (13/9), o sigilo do inquérito acerca do financiamento do filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, entregue à Polícia Federal (PF) todo o material bruto extraído dos celulares das pessoas físicas e jurídicas investigadas nos autos.
Os celulares e computadores foram apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em junho deste ano para serem submetidos a perícia nos órgãos competentes de SP.
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“Determino que todos os aparelhos celulares, computadores e demais documentos sejam transferidos à custódia da Polícia Federal, com todas as cautelas legais, constantes do CPP. O Exmo diretor-geral da Polícia Federal (Andrei Rodrigues) deve adotar as diligências cabíveis junto às autoridades estaduais para cumprimento imediato”, escreveu o ministro na decisão.
Frias como “líder de suposta arquitetura criminosa”
Os documentos também revelam que a investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre o suposto desvio de emendas parlamentares do deputado federal Mario Frias (PL) destinadas a empresas paulistas aponta o parlamentar como agente central de um suposto esquema de fraude contratual, emprego irregular de verbas públicas e lavagem de dinheiro.
A constatação teria sido feita pelos investigadores durante análise de movimentações financeiras envolvendo o deputado, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), a empresa Complexsys e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
Operação
Na quinta-feira (10/9), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Make Up para cumprir 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estavam Frias e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”.
A investigação que baseou a ação policial apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil por meio de termo de fomento.
Naquele dia, foi revelado que os investigadores identificaram indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.

