Belo Horizonte — Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região vão paralisar as atividades na próxima quarta-feira (16/9). A decisão foi tomada em assembleia realizada nessa quinta-feira (10/9), em meio ao impasse nas negociações da campanha salarial da categoria.
No mesmo dia da paralisação, os docentes farão uma nova assembleia, às 9h, no auditório do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), no bairro Floresta, na Região Leste de BH. Na reunião, a categoria vai avaliar se inicia uma greve por tempo indeterminado.
Os professores rejeitaram novamente a proposta patronal de dividir a atual Convenção Coletiva de Trabalho em duas: uma destinada à educação básica e outra ao ensino superior. Atualmente, o documento é único e estabelece direitos dos profissionais de todas as etapas de ensino.
A categoria defende a renovação da convenção sem alterações e reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
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As negociações entre o sindicato e os representantes das escolas estão na Justiça do Trabalho. Segundo o Sinpro Minas, os donos dos estabelecimentos condicionam o fechamento do acordo da campanha salarial à divisão da Convenção Coletiva.
Os professores argumentam que a mudança pode enfraquecer a negociação coletiva e colocar em risco direitos conquistados pela categoria, como bolsas de estudo, férias coletivas, adicional extraclasse e isonomia salarial.
“Desde o início a categoria tem se mostrado aberta ao diálogo. Tanto é que os docentes propuseram renovar a Convenção atual, sem alterações, no entanto aceitaram criar um cronograma para discutir o tema, mesmo sabendo dos riscos que ele representa. Mas o patronal não quer negociar”, afirmou a presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato.
Segundo ela, inicialmente os professores apresentaram uma pauta com mais de dez reivindicações de valorização da carreira e ganho real nos salários. Posteriormente, para tentar avançar nas negociações, passaram a defender a manutenção da convenção atual e apenas a recomposição pela inflação.
Valéria afirma ainda que algumas instituições já deixaram de aplicar direitos previstos na Convenção Coletiva anterior, entre eles as bolsas de estudo.
“Estamos diante de uma tentativa de dividir uma categoria que historicamente construiu sua força por meio da unidade”, disse.
Paralisação e assembleia
A paralisação está marcada para quarta-feira (16/9). No mesmo dia, às 9h, os professores se reúnem no auditório do Sinpro Minas, na Rua Jaime Gomes, 198, no bairro Floresta, em Belo Horizonte.
A pauta da assembleia inclui a campanha reivindicatória e a decisão sobre a continuidade do movimento com uma greve por tempo indeterminado.

