A assessoria de comunicação de Michelle Bolsonaro contesta a decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a visita de familiares de Jair Bolsonaro à residência da família. Segundo a equipe da candidata ao Senado, o pedido feito pelos advogados do ex-presidente era diferente do que foi autorizado pelo ministro.
A petição foi protocolada em 31 de agosto e solicitava que os sogros ou cunhadas de Jair Bolsonaro, pai, madrasta e irmãs de Michelle, pudessem permanecer na residência da família durante o período em que ela precisasse se ausentar, independentemente do motivo.
Segundo a assessoria, o pedido tinha como objetivo evitar que se repetisse uma situação ocorrida em 1º de agosto, quando Michelle passou mal, precisou ser internada e teve de aguardar uma autorização judicial para que sua irmã pudesse permanecer na residência e cuidar do ex-presidente durante sua ausência.
A solicitação também levava em consideração a realização de atos de campanha eleitoral de Michelle no Distrito Federal e, eventualmente, em outros estados.
A assessoria ressalta que, portanto, não se tratava de um pedido de autorização para visitas. A solicitação era para que familiares pudessem permanecer na residência com Jair Bolsonaro quando Michelle estivesse ausente.
No dia 10 de setembro, porém, Moraes, relator da Execução Penal 169/DF, autorizou apenas a visita dos familiares mencionados na petição. Pela decisão, as visitas podem ocorrer às quartas-feiras e aos sábados, por duas horas e em horários específicos.
Para a assessoria de Michelle, a decisão é restritiva e não corresponde ao que havia sido solicitado pelos advogados de Jair Bolsonaro.
A equipe afirma ainda que, com a decisão, os atos de campanha de Michelle Bolsonaro continuam restringidos e prejudicados.
A assessoria também contesta informações que apresentam a decisão como uma autorização para que os familiares permaneçam na residência durante as ausências de Michelle. Segundo a equipe, essas narrativas não correspondem aos fatos.

