O candidato à Presidência da República Renan Santos afirmou nesta quinta-feira (10/9) que a operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos de emendas parlamentares pode acabar beneficiando o também candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL).
A PF, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta a Operação Make Up.
A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares que teriam sido destinados, por meio de organizações da sociedade civil, a estruturas relacionadas à produção de Dark Horse, documentário sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).




Renan Santos concede entrevista coletiva em São Paulo
Samuel Pancher/MetrópolesRenan Santos, candidato à Presidência
Thiago Bonna / MetrópolesFlávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência
Rebeca Ligabue/MetrópolesUm dos principais alvos da operação é o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo e roteirista do filme, e aliado de Flávio.
Na avaliação de Renan Santos, porém, o impacto político da investigação pode ser limitado porque, segundo ele, o eleitorado não estaria dando grande importância às denúncias de corrupção.
“Tem (impacto) Flávio crescer. Imagino que sim, ele vai crescer por estar aparecendo mais. Está bem claro que o eleitor não liga para a corrupção. Então, o impacto que você tem nessas coisas é diminuto”, afirmou.
Sobre a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF), Renan Santos também avaliou que o episódio tem pouco impacto sobre o eleitorado.
“Ninguém está dando a mínima para a crise do STF”, disse.
A operação
A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedidos de parlamentares que apontaram falta de transparência e possível desvio de finalidade na aplicação dos recursos.
Principais alvos e apreensões
– Mario Frias (PL-SP): o deputado federal teve o celular e sete armas apreendidos pela Polícia Federal. Ele é investigado por um suposto esquema envolvendo o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares de sua autoria.
– Karina Ferreira da Gama: empresária e proprietária da produtora Go Up, responsável pelo filme Dark Horse. Ela também é ligada a duas organizações que receberam recursos públicos investigados: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
– Marcello de Oliveira Lopes: ex-marqueteiro do senador Flávio Bolsonaro, também é investigado por supostos repasses financeiros relacionados à produtora responsável pelo filme.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

