Nesta quinta-feira (10/9), investigadores da Polícia Federal (PF) saíram às ruas para cumprir 49 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Make Up, que apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares do deputado federal Mario Frias (PL-SP). Entre as linhas de apuração está o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Saiba quem são os alvos:
- Mario Frias (PL-SP) – deputado Federal;
- Karina Gama – sócia da produtora da Go Up Entertainment;
- Raphael Augusto Azevedo – ex-assessor e chefe de gabinete do Mario Frias;
- Ademar de Sena Sampaio – sócio de Karina Gama na construtora Upcon Servicos Especializados LTDA;
- André Feldman – proprietário da empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., empresa ligada à ONG de Karina Gama;
- Débora Gomes Feldman – proprietária da empresa Fastfuture Tecnologias Emergentes Ltda., empresa ligada à ONG de Karina Gama;
- William Silva Ferreira – CEO da empresa Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda. empresa ligada à ONG de Karina Gama;
- Alex Leandro Bispo dos Santos – sócio da Urban Connect Serviços e Tecnologia LTDA.;
- Dayvid Moreira Medeiros – dono da Editora Dinâmica. Empresa é suspeita de ter sido usada como “laranja” para receber verba do ICB, da Karina Gama. Recurso seria oriundo de emenda parlamentar;
- Daywson Moreira Medeiros – empresário da MEcla Solucoes Educacionais;
- Georgia Helena Medeiros Lira – sócia da empresa Medeiros & Medeiros;
- Heric Fabiano Dias – empresário e sócio da Editora Dinâmica.
- Luiza Tessari Rocha Dias – empresária, sócia-administradora das empresas 2N Construtora e Incorporadora LTDA e Corredor Park 1 Spe LTDA;
- Pamella Cristiane Dias – empresária e fundadora do Instituto Super Poder Educacional, empresa focada no desenvolvimento infantil, do qual foi destino de verba do ICB;
- Ana Patrícia Aguiar dos Santos – dona da Cometa Livraria.
- Marcos Lima dos Santos;
- Francelino Aparecido Barreto Pereira – dono da Garden Comércio de Artigos LTDA;
- Fábio Lago Meirelles – advogado de Mario Frias e dono do escritório de advocacia “Fábio Lago Meirelles” contratado pelo ICB;
- Diego Aguilera Martinez – sócio Fundador da Aguilera Martinez Sociedade de Advocacia, acusado de receber pagamentos da ONG de Karina Gama;
- Catia Regina Peinado – sócia da Figueiredo Contabilidade Ltda;
- Kayo Henrique Azevedo – advogado e presidente Municipal do Partido Liberal em Pirassununga;
- Rudyge Alex Scatolini Boldrini – dono de empresa de Ensino de arte e cultura não especificado registrada em Pirassununga;
- Wemerson Marinho da Gama – ex-marido de Karina Gama. Ambos prestaram serviços à candidatura de Frias a deputado em 2022. Ele é presidente do Instituto Brasileiro de Educação e Desenvolvimento em Inovação Sustentável e já foi vice-presidente no ICB;
- Marcello Machado – publicitário, vice-presidente da Academia Nacional de Cultura
- Vanderlei Magalhaes Natividade – empresário no setor de instalação e manutenção elétrica;
- Bruno Cassimiro da Silva;
- Anna Karolina de Oliveira Silva;
- Luiz Claudio Faria Velloso – secretário parlamentar do gabinete de Mario Frias;
- André Velloso Belleza Cortes – secretário parlamentar no gabinete de Mario Frias;
Operação
Batizada de Make Up, a operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. A ação foi realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
Os 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A coluna apurou que os investigadores apreenderam o celular de Frias.
Além disso, sete armas de fogo e carros de luxo ligados ao parlamentar também foram apreendidos.
A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil por meio de termo de fomento.
Segundo a PF, as investigações identificaram uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo teria direcionado os recursos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação de que os serviços contratados tenham sido efetivamente prestados.
Levantamentos financeiros identificaram ainda movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado.
A investigação também apura a destinação de recursos relacionados aos repasses sob suspeita e busca esclarecer se houve contrapartidas pelos valores transferidos.
Áudios e mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro procurou Vorcaro para pedir recursos para o projeto sobre o pai.
Segundo a investigação, os diálogos são analisados para esclarecer as circunstâncias dos pagamentos e eventual relação deles com o esquema investigado. Flávio Bolsonaro nega ter recebido qualquer contrapartida relacionada aos valores.
Outra frente da apuração busca verificar se recursos relacionados aos repasses investigados foram utilizados para financiar a permanência do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

