O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou o pronunciamento, marcado para esta quinta-feira (10/9), devido à operação desta manhã, que investiga os recursos destinados para o filme Dark Horse.
Fontes ouvidas pela coluna afirmam que o magistrado desistiu de falar na Primeira Turma para não agravar ainda mais a crise interna no STF, além de não atrapalhar os desdobramentos da força-tarefa, autorizada pelo ministro Flávio Dino, que cumpre 49 mandados de busca e apreensão em produtoras ligadas à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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A expectativa era de que Moraes se pronunciasse sobre a sua saída do inquérito das Fake News, instaurado em 2019. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, revogou a relatoria do magistrado no caso em meio à tensão no Judiciário e troca de acusações entre os integrantes do tribunal. A ação está sob a responsabilidade da presidência da Corte.






Produtora é investigada em inquérito sobre filme de Jair Bolsonaro
ReproduçãoJim Caviezel no 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
ReproduçãoGo Up Entertainment é alvo da PF
Arte/MetrópolesCarro da Polícia Federal em frente a casa do deputado federal Mário Frias em Brasília
LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNovaEm meio à crise no Supremo, Moraes cancelou pronunciamento nesta quinta-feira
LUIS NOVA/METRÓPOLES @LuisGustavoNovaA operação da PF desta quinta-feira tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse.
Dino investiga o suposto desvio de emendas parlamentares para bancar a obra.
As buscas foram realizadas em endereços das seguintes unidades da Federação: Distrito Federal, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. Além de aparelhos eletrônicos e documentos, agentes encontraram armas e veículos de luxo em endereços relacionados aos alvos. O material recolhido será analisado no decorrer da investigação.
Filme investigado
A obra que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro conta com duas frentes de investigação. O inquérito sob a relatoria de Dino apura se houve uso irregular de emendas parlamentares e dinheiro público que chegou a entidades e empresas ligadas à produtora do filme.
O outro processo é de responsabilidade do ministro André Mendonça e investiga os repasses feitos por Daniel Vorcaro, dono Banco Master, a pedido de R$ 61 milhões por parte do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o destino desse dinheiro. Uma das suspeitas é de que uma parte do montante seria para bancar ações criminosas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Nesta semana, o gabinete de Mendonça homologou a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações, sobre a produção do filme.
Segundo a investigação, a empresa teria sido usada para os repasses de Vorcaro para a produção da cinebiografia. Os pagamentos eram feitos ao Havengate Development Fund LP, um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que administrava o dinheiro para a obra e encaminhava o montante para a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.

