O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (10/9), que a operação da Polícia Federal (PF) contra o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado ao filme Dark Horse, foi planejada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração foi feita durante uma live no canal do senador no Youtube, que acontece às quintas-feiras. Na ocasião, Flávio questionou a data da decisão que autorizou a ação, assinada em 3 de setembro pelo ministro do Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Chute a data da decisão do Dino que determinou a operação hoje? Dia 3 de setembro. Ou seja, dia 2 tem a reunião de Moraes com o Alcolumbre. Dão OK para o Dino no dia 2, no dia 3 ele dá a canetada e autoriza a operação. Só que, no meio do caminho, o Mendonça destitui o Andrei da PF”, disse.
Flávio fez referência a uma suposta reunião entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo ele, o encontro teria ocorrido na véspera da data da decisão de Dino.
Em seguida, o senador relacionou a data da operação à agenda do presidente da República. De acordo com Flávio, a ação teria sido programada para o mesmo dia em que Lula daria entrevista ao SBT, que acontece nesta quinta.
“É hoje que o Lula tinha combinado de dar uma entrevista para o SBT? Ou seja, tudo combinado com o próprio Lula. Tudo foi preparado para que houvesse operação”, afirmou.
Até o momento, porém, as acusações de Flávio sobre esta suposta articulação entre Alcolumbre Lula, Dino e Moraes para deflagrar a operação não foram acompanhadas de evidências que comprovem a existência desse acordo.
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Dark Horse
Flávio afirmou ainda que não há irregularidade na produção de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Está muito claro para todo mundo que não há nada de errado [sobre o filme Dark Horse]. O que está claro é que nós passamos nas pesquisas, o que está claro é que o Lula vai perder a eleição”, declarou.
O senador disse também que pretende atuar para “proteger o STF” de ministros que, segundo ele, estariam “afundando e destruindo nossa democracia”.
A operação da PF apura suspeitas sobre o uso de recursos de emendas parlamentares destinados ao Instituto Conhecer Brasil. A entidade é presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) também foi alvo de buscas da PF em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU).

