A pressa de Flávio Bolsonaro em comemorar a intervenção de Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal revela o desespero do clã para ditar a narrativa na reta final da campanha.
Em agenda em Juiz de Fora, o senador atacou Flávio Dino e pediu a imediata anulação de sua liminar. O que o primogênito finge não enxergar é que Fachin, ao congelar todas as canetadas em torno da Polícia Federal, manteve a cúpula da corporação onde estava, esvaziando o golpe desferido por André Mendonça.
Enquanto a oposição tenta explorar o racha do Judiciário a menos de três semanas do pleito, o presidente Lula foi às redes sociais com resposta política calculada: exigiu a quebra imediata e total do sigilo de todas as investigações do caso Banco Master e do escândalo do INSS. Ao cobrar transparência irrestrita contra os vazamentos seletivos que intoxicam a corrida presidencial, Lula desafia a farsa dos que usam inquéritos engavetados como arma de chantagem.
A abertura completa dos autos é o único antídoto contra a politicagem que tomou conta de gabinetes da Corte. Se Mendonça operou descaradamente como cabo eleitoral na Avenida Paulista, a resposta republicana não é o silêncio, mas abrir tudo – doa a quem doer.

