A Federação Francesa de Futebol (FFF) decidiu nesta quinta-feira (10/9) que não apoiará a reeleição de Gianni Infantino para a presidência da Fifa. A mudança de posicionamento em relação ao dirigente foi definida pelo comitê executivo da entidade.
Segundo o jornal francês Le Monde, a troca de posicionamento foi conduzida pelo presidente da FFF, Philippe Diallo. Agora, a federação se junta à Suécia, Itália, Escócia e Bélgica pela troca de comando na Fifa.




Gianni Infantino, presidente da Fifa
Catherine Ivill - AMA/Getty ImagesGianni Infantino durante a disputa da Copa do Mundo
Buda Mendes - FIFA / FIFA via Getty ImagesPhilip Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol.
Aurelien Meunier - UEFA/UEFA via Getty ImagesVale lembrar que, inicialmente, a França estava entre as federações que assinaram documento que defendia a continuidade de Infantino na cadeira de presidente da entidade máxima do futebol mundial.
A falta de apoio dos franceses é mais um capítulo da crise desencadeada pelo projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria responsável pelos direitos comerciais de competições.
O objetivo era que 20% desta empresa fosse vendida a investidores externos. A ideia era conseguir uma arrecadação recorde de até US$ 4,2 bilhões (R$ 22,8 bilhões).
O plano foi retirado quatro dias após se tornar público, depois de forte rejeição de entidades ligadas ao futebol, como confederações continentais e federações nacionais.
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Fifa e Uefa em batalha judicial
Em meio à crise, a Fifa acusa a Uefa de promover o que chamou de “campanha difamatória”. Segundo o jornal britânico BBC, a alegação foi apresentada no processo que investiga o plano de criação da Fifa Forward Enterprise, amplamente criticada pelos europeus.
A Uefa, por sua vez, pediu à justiça dos EUA a divulgação de documentos da entidade suprema do futebol como possíveis acusações criminais contra a Fifa.
A entidade europeia ainda acusou a Fifa de “má gestão” e de colocar “um preço fora de mercado promovido de forma fraudulenta por Infantino em benefício próprio”. A Fifa respondeu à acusação, solicitando à justiça que conteste o pedido da Uefa.

