O vereador e presidente da Câmara Municipal de Sumaré, no interior de São Paulo, preso nessa quarta-feira (9/9) durante uma operação deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) contra o tráfico de drogas foi afastado do partido Cidadania, partido pelo qual ele concorre a uma vaga de deputado federal.
Em nota oficial, o partido afirmou ter sido “surpreendido” com a notícia da prisão do vereador e disse ter suspendido imediatamente todas as suas funções, se colocando à disposição das autoridades no que couber. “Respeitamos a ampla defesa de todo cidadão, mas não toleramos qualquer conduta fora da lei”.





Candidato a deputado federal e vereador, Hélio Pereira, foi preso em operação que investiga financiamento, armazenamento e venda de drogas
Reprodução / Redes sociaisCandidato a deputado federal e vereador, Hélio Pereira, foi preso em operação que investiga financiamento, armazenamento e venda de drogas
Divulgação / Câmara Municipal de SumaréCandidato a deputado federal e vereador, Hélio Pereira, foi preso em operação que investiga financiamento, armazenamento e venda de drogas
Reprodução / Redes sociaisCandidato a deputado federal e vereador, Hélio Pereira, foi preso em operação que investiga financiamento, armazenamento e venda de drogas
Reprodução / Redes sociaisHélio Pereira da Silva estava licenciado do Legislativo de Sumaré para tentar vagar na Câmara dos Deputados. Na operação dessa quarta, a Justiça decretou duas prisões temporárias, entre elas a de Hélio Silva, e outras 10 ordens de busca e apreensão em Campinas, Sumaré, Vinhedo e Jacutinga, no interior de Minas Gerais.
Chamada de Operação Archimagus, as investigações identificaram indícios relacionados ao financiamento para compra de drogas, logística de armazenamento e venda de drogas em pontos de tráfico em Sumaré, com suposto uso de imóveis de pessoas jurídicas no esquema.
A ação contou com apoio do 1º e 10° Batalhão de Ações Especiais (Baep), da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A reportagem entrou em contato com o candidato a deputado federal Hélio Silva, mas não obteve retorno.
A Câmara Municipal de Sumaré, em nota, reforçou que a investigação tem caráter pessoal contra Hélio Silva e, até o momento, não há qualquer informação que relacione o caso às atividades institucionais do Poder Legislativo.
Preso quintuplicou patrimônio em 2 anos
Hélio Pereira da Silva informou à Justiça Eleitoral nas eleições de 2024 ter R$ 201,9 mil em bens. Já em 2026, declarou um patrimônio de R$ 1,13 milhão, ou seja, o patrimônio ficou 5,6 vezes maior em dois anos.
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Entre os bens declarados neste ano estão uma caminhonete Ford Ranger 2024/2025 avaliada em R$ 330,3 mil, R$ 240 mil aplicados em um plano de previdência privada do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), um apartamento em Sumaré avaliado em R$ 160 mil e terrenos em Sumaré e Ibaté.

