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Caixa tem greve nacional e Banco do Brasil faz paralisação parcial

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Caixa tem greve nacional e Banco do Brasil faz paralisação parcial

Clientes da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil são afetados por uma greve iniciada nesta quinta-feira (10/9). O motivo da paralisação é o descontentamento com as propostas de acordo de convenção coletiva que foram rejeitados.

Na Caixa, a paralisação ocorre em âmbito nacional, ou seja, em todo o país. No caso do Banco do Brasil, no entanto, a interrupção nos serviços por causa da ausência dos trabalhadores foi definida por algumas localidades.

O principal impasse para os trabalhadores da Caixa é em relação ao plano de saúde. Os empregados querem o fim do teto de pagamento do patrocinador do plano, que hoje é de 6,5% sobre a folha de pagamento. O sindicato pede a volta do modelo anterior, que previa a cobertura de 70% das despesas pela Caixa e 30% pelos funcionários.

Dissídio coletivo

A reportagem procurou a Caixa Econômica Federal por e-mail pedindo um posicionamento a respeito do assunto, mas ainda não houve resposta. Procurado pelo Metrópoles, o Sindicato dos Bancários enviou uma nota na qual afirma que as negociações com a Caixa foram retomadas nesta quinta, com uma reunião agendada para esta manhã.

O perfil da Contraf-CUT fez uma postagem nesta quinta informando que a Caixa apresentou uma nova proposta de acordo coletivo de trabalho (ACT) e que o banco adiantou que, caso a proposta não seja aprovada, a instituição vai entrar com dissídio coletivo.

O dissídio significa que o banco vai acionar a Justiça para que haja uma negociação acompanhada por um magistrado, o que, em caso de frustração, pode levar a uma decisão judicial.

Banco do Brasil

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) orientou, nessa quarta-feira (9/9), que os funcionários do Banco do Brasil realizem novas assembleias até esta quinta para reavaliar “o cenário nacional da negociação coletiva e a posição das bases diante do quadro registrado em diferentes regiões do país”.

A reportagem questionou ao Banco do Brasil sobre quantas agências estariam sendo afetadas, mas não houve resposta para este ponto.

Em nota, o Banco do Brasil afirmou que negocia com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) os pontos demandados, entre eles o índice de reajuste nos salários e em benefícios.

“Para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país”, diz trecho da nota.

Ainda na nota, o banco informa que os clientes que não tiverem acesso a uma agência em funcionamento podem recorrer ao atendimento via aplicativo, internet banking, correspondentes bancários e central de relacionamento pelo telefone 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades), além do Whatsapp (61 4001-0001).

O Sindicato dos Bancários informa que, na base de São Paulo, os trabalhadores de bancos privados e do BB aprovaram a proposta em assembleias. A convenção foi assinada e já está em vigor.

O acordo permitiu a reposição total da inflação, apurada por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de setembro de 2025 a agosto de 2026 (que será divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira), “mais aumento real de 0,60%, em 2026 e também 2027, uma valorização real acumulada de 1,2% nos dois anos”.

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