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Presidente do PT pede apuração de "todas as denúncias" em crise no STF

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Presidente do PT pede apuração de "todas as denúncias" em crise no STF

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, se manifestou nessa terça-feira (8/9) sobre a crise de credibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF). Edinho afirmou que a crise institucional é “inegável”, pediu a apuração de todas as denúncias e defendeu reformas política e no Judiciário.

“É inegável a crise institucional que estamos vivendo. Acreditamos no bom funcionamento do STF. Acreditamos na autoridade do presidente do STF, o ministro (Edson) Fachin. Queremos as apurações de todas as denúncias. Queremos que essas apurações sejam aceleradas e conduzidas com muita lisura. O povo brasileiro quer saber a verdade. O Brasil precisa que tudo isso seja passado a limpo”, afirmou.

O presidente petista disse confiar na autoridade do presidente do Supremo, Edson Fachin, para “reestabelecer o funcionamento da instituição” e disse que “não haverá democracia com o Judiciário desmoralizado”.

O presidente do PT ainda atacou a família Bolsonaro e lembrou o envolvimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas denúncias do Banco Master: “Quem se alimentou com a corrupção do Banco Master, enviando dezenas de milhões para fora do Brasil, não pode falar em mudança”.

Edinho convocou na mensagem a militância petista ou alinhada a Lula para “ir para ofensiva democrática”.

“Temos que ir para as ruas, para as redes, temos que ir para a ofensiva democrática e não permitir que as forças do autoritarismo, as forças antidemocráticas, se aproveitem do legítimo sentimento de mudanças do povo e mintam para as brasileiras e brasileiros”, complementou Edinho.

Crise no Supremo

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) escalou na semana passada, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de autos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do procurador-geral da República Paulo Gonet e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Os processos indicam que Moraes tinha conversas e relação com  o banqueiro Daniel Vorcaro – dono do extinto Banco Master, pivô do maior escândalo de corrupção bancário do Brasil.

Moraes afirmou em decisão que considera haver “fortes indícios” de que Mendonça cometeu abuso de autoridade na condução dos processos sobre as operações Sem Desconto (fraude do INSS) e Compliance Zero (escândalo do Master) da Polícia Federal.

Após isso, André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência, Leandro Almada. O caso foi parar na Segunda Turma do Supremo, e o ministro Gilmar Mendes pediu vista para analisar o caso com mais tempo.

O ministro Flávio Dino determinou nesta quarta a reintegração dos diretores da PF, e que o caso deve ir para análise do Plenário da Corte.

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