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Presidente da Câmara de Sumaré já havia sido preso outras vezes

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Presidente da Câmara de Sumaré já havia sido preso outras vezes

Preso nesta quarta-feira (9/9) em operação contra o tráfico de drogas, o presidente da Câmara Municipal de Sumaré (SP) e candidato a deputado federal Hélio Silva (Cidadania) já havia sido condenado em outras quatro ocasiões por crimes como furto qualificado, receptação de arma de fogo e contravenção. Ele também já foi detido preventivamente por homicídio, mas o processo foi arquivado, por falta de provas.

As penas são antigas e já foram cumpridas. Como as sentenças também transitaram em julgado há muito tempo, ele não teve impedimentos para participar das três últimas eleições municipais, em 2016, 2020 e 2024, sendo eleito vereador de Sumaré nas três ocasiões, sempre pelo Cidadania, que antes se chamava PPS.

A primeira condenação aconteceu em 1995, já em Sumaré, quando ele era réu primário e foi condenado somente ao pagamento de multa, por contravenção. Naquele mesmo ano ele seria também condenado por furto qualificado, com pena de 9 meses e 10 dias de reclusão, em regime aberto. 

Ele voltaria a ser preso, de forma preventiva, em Americana (SP), em 2007, por homicídio, depois de a polícia encontrar com ele a arma utilizada no assassinato de Rodrigo Belarmino Garcia, em 2003, em Sumaré. Hélio negou as acusações e disse que comprou havia comprado o revólver de um homem, Benedito, que havia ido até a padaria onde ele trabalhava lhe oferecer a arma – à polícia, o hoje vereador relatou que efetuou a compra porque considerava efetuar roubos para pagar as dívidas da padaria.

Um investigador da polícia civil revelou que, quando apurava o crime, recebeu uma denúncia anônima dizendo que Hélio era o assassino. A denúncia também dizia que ele era conhecido como “Mister M”. O policial descobriu, porém, que a cidade tinha outro “Mr M”, também chamado “Alemão”, que andava com um “Ditão”. As ex-companheiras destes dois confirmaram  que o primeiro tinha uma desavença com a vítima e que o segundo vendeu uma arma para Hélio. Uma testemunha também disse ter visto os dois na cena do crime, e a acusação contra Hélio acabou arquivada – paralelamente, ele foi condenado pela receptação do revólver.

O vereador, antes de entrar na política, também foi investigado por tráfico de drogas em 2005. O inquérito, porém, foi arquivado em 2011. Antes, em 1999, outra acusação contra ele foi arquivada, esta por furto. Depois, já como vereador, ele chegou a ser acusado de abuso de autoridade, em 2021, em novo inquérito arquivado.

Agora, as investigações que resultaram na Operação Archimagus identificaram indícios relacionados ao financiamento para a compra de drogas, logística de armazenamento e venda de entorpecentes em pontos de tráfico no município de Sumaré. Policiais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) apuram suposto uso de imóveis e de pessoas jurídicas no esquema. Um dos alvo de busca e apreensão é um sítio, de acordo com as investigações, utilizado como base para a guarda de entorpecentes.

Ao cumprirem mandado de busca e apreensão, os policias encontraram duas armas, 105 munições, joias de ouro, além de documentos e R$ 18 mil em espécie na casa de Hélio.  Ele é acusado de ter participação na estrutura que inclui financiamento, logística e venda de drogas por traficantes em Sumaré.

Além do candidato a deputado federal, a polícia prendeu Maikon Baptista da Costa, apontado como integrante de uma facção criminosa paulista. Na casa desse segundo alvo, os policiais apreenderam R$ 6,7 mil em espécie, um celular e quase 1 quilo de maconha.

A Câmara Municipal de Sumaré, em nota, reforçou que a investigação tem caráter pessoal contra Hélio Silva e, até o momento, não há qualquer informação que relacione o caso às atividades institucionais do Poder Legislativo. “Por fim, ressalta que o vereador, assim como qualquer cidadão, está amparado pelo princípio constitucional da presunção de inocência”, diz o texto.

A defesa jurídica pessoal do vereador está realizando o levantamento das informações e dos fatos relacionados à investigação, para que os esclarecimentos necessários sejam apresentados no momento adequado.

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