Autor do pedido de afastamento do delegado Andrei Rodrigues da Polícia Federal, o Partido Novo se manifestou após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a reintegração imediata de Andrei e do delegado Leandro Almada aos seus respectivos cargos na corporação. “Consequências de ter um ministro terrivelmente soviético”, escreveu a sigla.
Por meio de uma publicação no X, o Novo relembrou a mobilização que fez contra a indicação de Dino ao STF, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Quando Flávio Dino foi indicado por Lula ao STF, fizemos uma forte mobilização para que o Senado o rejeitasse.
Nosso abaixo-assinado contra a indicação teve mais de 420 mil assinaturas. Não adiantou.
Vivemos agora as consequências de ter um ministro terrivelmente soviético. pic.twitter.com/YdmmAC7Ufh
— NOVO 30 (@partidonovo30) September 9, 2026
Na decisão, Dino ressaltou que um partido político — no caso, o Partido Novo — não tem legitimidade para pedir o afastamento do chefe da corporação.
“Os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita. É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar”, afirmou o ministro.
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Para o ministro, este pedido por um partido político é uma “configuração processual manifestamente atípica, que não encontra paralelo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal”.
A decisão derruba o entendimento do ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento dos servidores nessa terça-feira (8/9). Dino salientou que a controvérsia deve ser analisada pelo Plenário do Supremo.

