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Lula cobra quebra de sigilo total no Caso Master: "Doa a quem doer"

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Lula cobra quebra de sigilo total no Caso Master: "Doa a quem doer"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou nesta quarta-feira (9/9) “explicações e medidas imediatas” sobre a “crise que tomou conta do Poder Judiciário”. Em suas redes sociais, o mandatário também defendeu a “quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”.

“Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário. Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”, afirmou o presidente.

Ele prosseguiu: “É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”.

Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário.

Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que…

— Lula (@LulaOficial) September 9, 2026

Crise no STF

A crise no Poder Judiciário escalou na semana passada após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de autos do Caso Master envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Os documentos que vieram a público indicam que Moraes mantinha conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.

O ministro Alexandre de Moraes considerou haver “fortes indícios” de abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça na condução de processos das operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal, e encaminhou o caso ao presidente da Corte Edson Fachin, no âmbito do Inquérito das Fake News.

Após isso, Mendonça considerou que relatórios da PF utilizados por Moraes na decisão eram de “superlativa gravidade e ilicitude”, e determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência, Leandro Almada.

Nesta quarta-feira (9/9), Flávio Dino julgou um recurso de Andrei e determinou a reintegração dele e de Leandro Almada aos respectivos cargos na Polícia Federal.