Belo Horizonte – O homem de 29 anos preso suspeito de matar um colega, de 37, após uma discussão que teria começado porque a vítima comeu um pedaço de carne da marmita dele, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, continuará preso.
O crime ocorreu na noite de domingo (6/9). O suspeito passou por audiência de custódia nessa terça-feira (8/9), quando o juiz Bruno Henrique de Oliveira, da 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Patos de Minas, determinou que a prisão em flagrante fosse convertida em preventiva.
Segundo a Polícia Militar (PM), o caso foi registrado em uma casa na Rua Joana D’Arc, no bairro Aurélio Caixeta. O imóvel funciona como alojamento de trabalhadores sazonais e abrigava aproximadamente 14 homens. Nove estavam no local no momento da ocorrência.
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Conforme o boletim de ocorrência, a vítima, identificada como Adelson Pereira de Araújo, e o suspeito, que tem 29, passaram o dia juntos consumindo bebidas alcoólicas. Uma testemunha relatou à polícia que os dois tinham o hábito de beber juntos.
Durante o jantar, Adelson teria comido um pedaço de carne da marmita do colega e, em seguida, feito piada.
Ainda segundo o relato registrado pela PM, foi nesse momento, que o autor teria pegado uma faca e desferido vários golpes contra Adelson.
Outros moradores do alojamento socorreram a vítima, ainda com vida, e a levaram para o pronto-socorro com ferimentos no tórax e no abdômen. Ele morreu durante o atendimento.
Jackson foi contido pelos demais homens que estavam no imóvel até a chegada da polícia.
Ao ser questionado pelos militares, o suspeito teria afirmado apenas que “não aceita desaforo” e não quis prestar outras declarações.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, por meio de nota, que o envolvido, foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Plantão em Patos de Minas.
A prisão em flagrante foi confirmada após o suspeito ser ouvido pela Central Estadual de Plantão Digital. Ele é investigado por homicídio qualificado por motivo torpe, conforme previsto no Código Penal.
“Após os procedimentos de polícia judiciária, a prisão em flagrante foi ratificada e o investigado foi encaminhado ao Presídio Sebastião Satiro, onde permanece a disposição da justiça”, disse.

