A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Metanol, realizada na Câmara Municipal de São Paulo, propõe que a adulteração de bebidas alcoólicas com metanol ou outras substâncias tóxicas passe a ser considerado crime hediondo. O vereador Adrilles Jorge (União Brasil), participante da comissão, também sugere responsabilização aos comerciantes que comprarem os produtos sem nota fiscal.
Instaurada em outubro do ano passado, a CPI concluiu que os casos de intoxicação pelo material não tiveram origem na indústria formal de produção, mas sim em um esquema clandestino de falsificação e distribuição das bebidas.
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a capital paulista registrou 54 casos confirmados de intoxicação e doze mortes até novembro do ano passado.
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A compra de bebidas sem nota fiscal também foi apontada como um problema. Para a comissão, bares, adegas e distribuidores que compram produtos sem comprovação de origem devem ser responsabilizados quando houver irregularidades.
“Não adianta combater apenas quem enche uma garrafa com produto falsificado. É preciso responsabilizar, também, quem compra sem nota fiscal e sem saber de onde vem aquilo que oferece ao consumidor.”, enfatizou Adrilles.
O relatório final será encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público de São Paulo para auxiliar nas investigações sobre os casos de intoxicação.

