Um detalhe no discurso de Tarcísio de Freitas durante o comício de Flávio Bolsonaro, neste 7 de Setembro, chamou a atenção de cientistas políticos e de integrantes do PT paulista.
Embora seja candidato à reeleição, o governador não pediu votos para si em nenhum momento. Subiu ao trio elétrico apenas como cabo eleitoral de Flávio, a quem chamou de “herdeiro do legado de Jair Bolsonaro”.






Tarcísio em evento de campanha na Igreja Mundial do Poder de Deus no feriado de 7 de Setembro
Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de FreitasFlávio Bolsonaro, Valdemiro Santiago, Tarcísio de Freitas, André do Prado e Guilherme Derrite
Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de FreitasFlávio e Tarcísio na Igreja Mundial do Poder de Deus durante campanha eleitoral em 7 de Setembro
Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de FreitasGuilherme Derrite, André do Prado, Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro e a esposa
Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio BolsonaroTarcisio de Freitas em manifestação na Paulista
Rebeca Ligabue/MetrópolesTarcísio também fez campanha pelas candidaturas de direita ao Senado. Disse que São Paulo não pode eleger senadores de esquerda e cobrou uma reação da Casa diante da crise no Supremo Tribunal Federal.
“O Senado precisa agir. O Senado precisa se impor. Se o Senado não fiscalizar, não cumprir o seu papel, o nosso sistema de freios e contrapesos vai ruir”, afirmou.
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O silêncio sobre a própria candidatura chamou ainda mais atenção porque o ato ficou longe de ser um sucesso de público. Tarcísio é favorito na disputa pelo governo paulista, mas adversários enxergaram arrogância na forma como ele se comportou: pediu votos para presidente e senador como se sua própria eleição já estivesse resolvida.
O favoritismo é mais que sabido, mas em eleição não se pode tratar a vitória como certa nunca. Nem mesmo quando se trata da direita em São Paulo.

