O candidato à Presidência da República (PL) Flávio Bolsonaro afirmou que quem vota no candidato Lula (PT), vota no ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A fala foi realizada durante seu discurso no ato que organiza na Avenida Paulista, região central de São Paulo, neste 7 de setembro.
Flávio ainda seguiu ligando o atual presidente ao ministro do STF: “Nós não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandres de Moraes para o Supremo Tribunal Federal”. Moraes foi indicação de Michel Temer (MDB) ao STF.
Moraes foi um dos alvos principais do discurso do filho 01 de Jair Bolsonaro. Em uma das falas, o candidato do PL chamou Alexandre de Moraes de “laranja podre” e afirmou que vai indicar cinco ministros ao Supremo.
Flávio Bolsonaro começou seu discurso relembrando a facada sofrida pelo pai em 2018. Ele disse ainda que o 8 de Janeiro é uma grande “farsa” e que Jair Bolsonaro “levou uma segunda facada ao ser condenado por um crime que não cometeu”.







Flávio Bolsonaro na Paulista
Sam Pancher/MetrópolesBoneco do ministro André Mendonça
Rebeca Ligabue/MetrópolesAto na Paulista
Rebeca Ligabue/MetrópolesAto da direita na Avenida Paulista, São Paulo, no 7 de Setembro de 2026
Reprodução/YouTubeBoneco do ministro André Mendonça
Rebeca Ligabue/MetrópolesFlávio Bolsonaro na Paulista
Sam Pancher/MetrópolesMoro na Paulista
Sam Pancher/MetrópolesTarcisio de Freitas em manifestação na Paulista
Rebeca Ligabue/MetrópolesRicardo Nunes e Tarcisio de Freitas
Rebeca Ligabue/MetrópolesDiscurso de aliados políticos
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também discursou no ato organizado pela direita na Avenida Paulista: “Ninguém está acima da lei e da Constituição”. Ele cobrou respostas do STF sobre Alexandre de Moraes e pediu que o Supremo se una para apurar as denúncias, não para se defender.
Já Nikolas Ferreira voltou a chamar os áudios em que conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro de “pastel de vento”. Ele disse ainda que o “lugar de Alexandre de Moraes é na cadeia”.
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Uma das imagens simbólicas do ato de Sete de Setembro na Avenida Paulista, região central de São Paulo, é um boneco inflável com a figura do ministro do STF André Mendonça, em apoio a ele. Os primeiros discursos do ato homenageiam o ministro indicado por Jair Bolsonaro e atacam Alexandre de Moraes.
Em discurso inflamado, o pastor Silas Malafaia afirma que “desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia e com a República” e pede que Edson Fachin, presidente do STF, afaste o ministro Alexandre de Moraes.
Ato na Paulista
Flávio Bolsonaro chegou ao ato na Avenida Paulista por volta das 14h30 acompanhado da esposa Fernanda. Ele cumprimentou os apoiadores em cima do trio elétrico. O evento teve início com um discurso da bispa Sonia Hernandes, seguido pela deputada Bia Kicis. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, discursou e disse que “Supremo é o povo brasileiro”.
Ao lado do candidato, o locutor do evento pediu anistia para o pai, Jair Bolsonaro — preso após condenação pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 — durante evento na tarde deste 7 de setembro, na Avenida Paulista, região central de São Paulo.
Teste para força do bolsonarismo
O ato é visto como termômetro da força atual do bolsonarismo, em meio à repercussão de mensagens trocadas entre o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master, assim como diálogos virtuais entre o ex-banqueiro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a quem chegou a perguntar se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso, em novembro de 2025.
A manifestação tem como mote as frases “Fora, Lula, Fora, Moraes” e “É agora ou nunca”. A campanha de Flávio vê o ato como ponto decisivo de virada, já que o candidato do PL tem aparecido atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas de intenções de voto.
Para o protesto do 7 de Setembro, o PL divulgou a frase “Vamos juntos resgatar o Brasil” nas convocações. A mobilização pretendia atrair pelo menos 100 mil pessoas, mas, de acordo com o monitor da USP, o pico de presença do evento foi de 28,5 mil pessoas (entre 25,1 mil e 32 mil pessoas, considerando a margem de erro).
A estratégia da manifestação também engloba reforço à candidatura de senadores alinhados à direita, como André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) por São Paulo, para enfatizar a pauta de pedidos de impeachment no Congresso Nacional.
Flávio atrás de Lula
A mais recente pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na última quinta-feira (3/9), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Além disso, Lula aparece com 46% e Flávio soma 44% das intenções de voto em eventual segundo turno entre os dois.
No último levantamento realizado pelo mesmo instituto e divulgado no dia 21 de agosto, Lula liderava com 47% das intenções de voto para o 2º turno; seguido por Flávio Bolsonaro, que tinha 43%.

