Belo Horizonte — Aos gritos de “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”, manifestantes que participam de ato promovido pela direita nesta segunda-feira (7/9), na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, pediram a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também foi alvo dos protestos, com cartazes que pediam “cadeia” para o magistrado.
Mesmo debaixo de chuva, apoiadores da direita se concentraram na Região Centro-Sul da capital mineira com bandeiras do Brasil, faixas e cartazes contra Lula e integrantes do Supremo. A manifestação estava marcada para as 10h e teve Lula e Moraes como os principais alvos.






Ato "Fora Lula e Moraes" marca 7/9 em BH
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Daniel Galera/MetrópolesManifestante diz estar preocupado com as futuras gerações
Daniel Galera/MetrópolesAto em BH teve pedido de prisão para Lula
Daniel Galera/MetrópolesEntre os participantes estava uma família que foi junta à Praça da Liberdade. O pai Adilson Pereira da Silva disse ao Metrópoles que decidiu comparecer ao ato para demonstrar apoio ao Brasil. “Nós amamos esse país”, afirmou.
A mulher dele, Roberta Moreira, questionada sobre as recentes polêmicas envolvendo o STF, disse que a atuação da Corte foi uma das razões para a família participar da manifestação. “A nossa Justiça hoje é uma vergonha. É até triste a gente falar isso, mas hoje a pessoa não confia na Justiça”, afirmou.
Ela disse ainda que foi à manifestação em “defesa da democracia”, mas ressaltou que, na avaliação dela, é preciso haver respeito à Constituição. “Nós estamos aqui em defesa da democracia, mas a democracia que respeita a Constituição, as prerrogativas”, completou.
O filho do casal também criticou o STF e afirmou que espera a volta da direita ao poder nas eleições deste ano.
“O que nós queremos é que a direita volte ao poder”, disse. “Nós estamos orando e lutando por um Brasil melhor, por um futuro melhor e, com a bênção de Deus, a gente vai conseguir a vitória esse ano”, acrescentou.
“E os netos?”
A preocupação com as próximas gerações também levou o engenheiro Luiz Antônio da Silva, de 74 anos, à Praça da Liberdade. Mesmo com a chuva que atingia BH, ele disse ao Metrópoles que decidiu participar pensando principalmente no futuro dos netos.
“Eu estou numa idade que, para mim, não tem muito problema, não. Mas os netos? Como que vem o legado que está ficando? Nós estamos num país onde eu, sinceramente, não acredito no que está acontecendo”, afirmou.
Luiz Antônio também defendeu uma reforma política e disse acreditar que a população brasileira precisa escolher melhor seus representantes.
Ao ser questionado sobre as recentes controvérsias envolvendo o STF, o engenheiro elogiou o ministro André Mendonça e afirmou acreditar que a mobilização popular é importante.
“O que sobra do André Mendonça, eu acho, na minha percepção, é o apoio do povo. Então, se o povo realmente não se manifestar e gritar, eu acho que não vai acontecer nada”, declarou.
Mendonça também foi citado em um dos cartazes levados à manifestação. “Ministro Mendonça, faça como Gideão, salva o nosso Brasil”, dizia a mensagem, em referência ao personagem bíblico.

