Neste domingo (6/9), Anitta confirmou que será a rainha de bateria da Grande Rio para o Carnaval de 2027. Apesar do anúncio, este colunista do Metrópoles já sabia, e já havia revelado, a decisão da cantora há algumas semanas. Porém, essa não foi a única escola de samba interessada nela.
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Antes de dizer sim à Grande Rio, Anitta também recebeu um convite da Mocidade Independente de Padre Miguel, escola pela qual desfilou como musa em 2016.
No entanto, segundo fontes deste colunista, o enredo apresentado pela Grande Rio teve papel importante na decisão da cantora.
A artista, que tem se dedicado à era “Equilibrium” nos últimos meses, entendeu que a proposta da escola de Duque de Caxias dialogava diretamente com o momento pessoal, espiritual e artístico que vive atualmente.
Afinal, no Carnaval de 2027, a Grande Rio levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Sankofa Tabon – Os retornados da Costa do Ouro e a Estrela Negra da Liberdade”, desenvolvido pelo carnavalesco Antônio Gonzaga.
A escola contará a trajetória dos Tabon, comunidade formada por africanos e afro-brasileiros libertos que, no século XIX, deixaram o Brasil e retornaram à Costa do Ouro, região que corresponde ao atual território de Gana.
O enredo propõe uma viagem pela memória, pela ancestralidade e pelo reencontro entre Brasil e África. O conceito de “Sankofa” representa justamente a necessidade de olhar para o passado e recuperar as próprias raízes para construir o futuro.
Essa ideia de retorno às origens conversa com o movimento feito por Anitta em “Equilibrium”. No projeto, a cantora mergulhou em temas como fé, espiritualidade, ancestralidade, identidade brasileira e ritos de religiões de matriz africana.
Para pessoas próximas à artista, a possibilidade de defender na Avenida uma narrativa conectada ao momento que ela já vive fora do Carnaval tornou o convite da Grande Rio ainda mais especial.
E a Mocidade?
Enquanto isso, a Mocidade apresentará o enredo “Latinamente Independente – Nosso norte é o Sul em Remanifesto”, assinado pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.
Inspirada na obra “América Invertida”, do artista uruguaio Joaquín Torres García, a escola propõe uma exaltação à América Latina e um manifesto contra a hegemonia cultural e o imperialismo. O desfile pretende valorizar a autonomia, as riquezas e as identidades dos povos do Sul Global.
Apesar de também abordar raízes, identidade e resistência, a proposta da Mocidade segue uma vertente mais política e latino-americana. Já o enredo da Grande Rio encontrou uma ligação mais íntima com a espiritualidade, a ancestralidade e o processo de reencontro vivido atualmente por Anitta.
Por isso, apesar do carinho e boa relação que Anitta já tem com a Mocidade, ela optou em estar à frente dos ritmistas da Grande Rio na Marquês de Sapucaí.
Anitta comentou decisão
Ao Jornal O Globo, Anitta confessou que o enredo foi o que a fez decidir ir para a Grande Rio. A cantora detalhou como foi o convite da agremiação de Duque de Caxias. “Levo esse cargo com muito respeito. Carnaval, para muita gente, é auê. Pra mim, simboliza a vida de muitas pessoas”, disse ela.
“Fui convidada pela Mocidade e por outras escolas, mas temos que olhar o que a comunidade quer. O enredo não tinha tanto a ver comigo e é uma escola mais tradicional. O convite para a Grande Rio veio pelo David Brazil, um grande amigo, com quem passo o Natal, e o samba falará de fé e ancestralidade”, comentou.
Anitta disse, ainda, que sentiu que o enredo da Grande Rio encaixava muito bem com seu último trabalho musical. “É um resgate da nossa cultura que parece feito sob medida para o meu álbum. A escola também está acostumada com celebridades e respeita nossa agenda. Espero que a comunidade se sinta representada”, pontuou.






Anitta
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Instagram/reproduçãoAnitta
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