O novo embaixador do Brasil na Síria, Eduardo Botelho Barbosa, foi recebido pelo presidente do país, Ahmed al-Sharaa, durante cerimônia que oficializou o início da missão do diplomata brasileiro em Damasco. O encontro aconteceu neste domingo (6/9).
Além do brasileiro, outros seis embaixadores apresentaram suas cartas credenciais ao novo presidente sírio. Os outros diplomatas são da União Europeia (UE), Grécia, Suécia, Dinamarca, Arábia Saudita e Vaticano.
O documento é enviado de um chefe de Estado a outro, comprovando que um embaixador, ou outro funcionário, foi enviado para representar seu país de origem na nação que abriga a missão diplomática. Somente após a entrega do documento é que o diplomata assume suas funções.
Eduardo Botelho Barbosa foi indicado ao cargo no último ano. Antes disso, ele chefiou as embaixadas do Brasil na Sérvia e Argélia, e atuava como cônsul-geral na Suíça.
O diplomata vai substituir André Luiz Azevedo, que comandava a Embaixada do Brasil na Síria desde 2022. Em 2024, funcionário da diplomacia brasileira foram retirados do país durante revolta que derrubou o ex-presidente Bashar al-Assad.
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No início de 2025, diplomatas brasileiros retornaram para a embaixada depois de Ahmed al-Sharaa assumir o poder.
O novo embaixador brasileiro em Damasco assume suas funções em meio à transição política e social vivida na Síria.
Desde a deposição de Assad, o país é controlado por ex-integrantes do Hayat Tahrir al-Sham (HTS), grupo criado pelo atual presidente sírio, Ahmed al-Sharaa.
A organização surgiu em meados de 2017 após a dissolução da Frente Al Nusra, que por muitos anos atuou como o braço da Al-Qaeda na Síria. Além da ligação com o grupo fundado por Osama bin Laden, al-Sharaa também manteve conexões com lideranças que viriam a fundar o Estado Islâmico (ISIS) durante o período em que ficou preso no Iraque.
Apesar do passado ligado ao jihadismo, o governo de Ahmed al-Sharaa tem recebido sinalizações positivas da comunidade internacional, incluindo de potências como os Estados Unidos. Ao se apresentar como um estadista, o novo presidente da Síria conseguiu que diversas nações retirassem sanções e punições contra o país.

