A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), candidata à reeleição, recebeu um e-mail com ameças de estupro e de esquartejamento. Segundo ela, a mensagem também tinha informações pessoais de seus parentes como CPF e endereços residenciais.
O e-mail partiu hoje de um endereço de email encriptado (Proton.Me) e é atribuído à “Sociedade Secreta Carbonária”.
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O autor do crime diz que é “o verdadeiro rosto do terror aqui no Brasil, conhecido mundialmente como a Ku Klux Klan”.
“Você acha que sua carreira política vai salvá-la? Pense melhor”, escreveu.
Ele afirma querer violentar Natália Bonavides “enquanto respira e ocupa seu cargo”. “Seu destino está selado nestas palavras”, acrescentou.
A deputada acionou Polícia Civil, Polícia Legislativa e Ministério Público Eleitoral, e entregou as provas para serem investigadas.




Natália Bonavides é candidata à reeleição pelo PT do Rio Grande do Norte
Divulgação PTNatália Bonavides recebeu ameaças de morte por e-mail
Mariana Taccolini/DivulgaçãoEm abril, Ratinho virou réu por falar em "metralhar" a deputada
Twitter/SBT/ReproduçãoOutras ameaças
Essa não é a primeira vez que a parlamentar é ameaçada de morte. Em 2024, foi recebida uma mensagem que dizia que ela seria levada para um canavial para “dar cabo dela”.
Em abril deste ano, o apresentador Ratinho virou réu na Justiça Eleitoral de São Paulo pela suspeita de violência política contra a mulher. A acusação ocorreu devido ao episódio em que ele falou em usar uma “metralhadora” para “eliminar” a deputada devido a um projeto de lei apresentado por ela.
Procurada pelo Metrópoles, a equipe da deputada disse, em nota, que a violência não pode ser normalizada no debate político.
“É violência política de gênero, alimentada pelo machismo e pela visão de mundo da extrema direita, que propaga o ódio contra mulheres que ocupam espaços de poder e não aceitam se calar”, declarou.
“Nesta mesma semana, fui alvo da perseguição de um candidato do PL, que tentou me intimidar enquanto me filmava e fazia xingamentos. Eles querem que tenhamos medo e que deixemos de ocupar os espaços de decisão”, acrescentou.
Ela disse que não irá recuar diante das intimidações.
“Não vou recuar. Tenho muito trabalho pela frente e muita coisa para fazer pelo povo do RN e do Brasil. Enquanto eles escolhem o ódio, eu escolho continuar trabalhando, lutando e sorrindo, com coragem, para construir o país que o nosso povo trabalhador merece”, destacou.

