A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (4/9), uma operação para investigar um esquema de fraude em processos de requerimento de armas de fogo destinados a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). Segundo as investigações, o grupo utilizava documentos falsos, repetidos ou incompatíveis com as exigências legais.
As investigações começaram após a identificação de inconsistências em processos analisados pela Delegacia de Polícia Federal em Niterói (RJ). Segundo a apuração, um colaborador terceirizado que atuava na análise de documentos do Núcleo de Armas teria aprovado requerimentos sem a documentação obrigatória e pedidos acompanhados de documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais.
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Os investigadores identificaram documentos repetidos em pedidos de diferentes requerentes, comprovantes de residência falsificados e a ausência de documentos exigidos para a aquisição de armas. Também foram encontradas irregularidades em certificados técnicos e outros requisitos legais, inclusive para a compra de armamentos de uso restrito.
A investigação apontou ainda possíveis vínculos entre alguns dos requerimentos analisados e armas posteriormente apreendidas em uma ação policial. A descoberta levou ao aprofundamento das apurações, que agora buscam identificar todos os envolvidos e verificar possíveis conexões com organizações criminosas.
Na ação de hoje, policiais federais cumprem 20 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão, contra pessoas físicas e empresas, em diversas cidades do Rio de Janeiro (RJ), além do município de Vila Velha (ES).
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo, além de outros crimes que possam ser identificados durante as investigações.

