O senador Rogério Marinho (PL) se manifestou, na noite desta quinta-feira (3/9), sobre a acusação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o companheiro de Corte, o ministro André Mendonça, por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.
“É uma inversão intolerável de valores: quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria”, rechaçou o líder da oposição no Senado Federal.
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O pedido de Moraes foi enviado ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, para providências. Moraes utilizou-se do chamado Inquérito das Fakes News (aberto em 2019) para pedir providências contra o colega de Corte.
Para o senador, que é o coordenador da campanha à presidência de Flávio Bolsonaro (PL), Moraes transformou o Inquérito das Fakes News em um instrumento de poder pessoal. No entendimento de Marinho, o episódio de crise no STF “expõe o grau de deterioração institucional produzido pela perpetuação desse inquérito”.
“Nenhum ministro pode estar acima do escrutínio, muito menos dispor de poderes excepcionais para reagir contra quem o escrutina. Se Moraes tem explicações a dar, deve dá-las. Usar o Inquérito das Fake News como escudo e instrumento de intimidação não protege o Supremo: corrói sua autoridade e transforma poder sem controle em ameaça ao próprio Estado de Direito”, concluiu o senador.

