A candidata ao Senado Federal por São Paulo e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) afirmou, nesta quinta-feira (3/9), que as revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, são “gravíssimas” e precisam ser esclarecidas.
Ela defendeu o afastamento temporário de Moraes do STF.
Assista:
Ninguém está acima da lei.
A confiança nas instituições depende de transparência, responsabilidade e regras iguais para todos.
É preciso esclarecer os fatos e impedir que eles sejam usados para atacar a democracia. pic.twitter.com/Vt8BZgYbEj
— Marina Silva (@MarinaSilva) September 2, 2026
A declaração ocorre em meio à divulgação de mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, obtidas pela Polícia Federal após a quebra do sigilo do celular do empresário.
Segundo relatório da PF, os diálogos indicam uma relação próxima entre os dois e tratam das investigações contra Vorcaro, que é investigado por suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. O material também cita contratos milionários entre o banco e o escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes.
Em publicação nas redes sociais, Marina afirmou que o ministro deve prestar esclarecimentos “com toda transparência que a gravidade dos fatos exige”.
“Considero que o afastamento temporário do ministro Alexandre de Moraes, seguindo o devido processo institucional, pode ser a melhor maneira de ele exercer plenamente seu direito de defesa e ao mesmo tempo preservar o Supremo Tribunal Federal”, disse.
Marina questiona André Mendonça
A divulgação das mensagens ocorreu por decisão do ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao caso. Ele retirou o sigilo do relatório da PF e defendeu que os diálogos atribuídos a Moraes e Vorcaro sejam analisados pelo plenário do STF.
A medida provocou reação de Moraes, que questionou a condução das investigações e levantou suspeitas sobre a atuação do ministro.
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Marina também questionou Mendonça sobre o sigilo mantido no caso envolvendo o filme sobre Jair Bolsonaro, Dark Horse, e disse que a regra deve valer igualmente para todos.
“A lei tem que valer para todos. O caso do filme sobre Jair Bolsonaro, envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, continua sob sigilo. Por que o ministro Mendonça não adotou ali o mesmo critério? Investigação séria, com devido respeito ao rito, transparência e regra igual para todos. É assim que protegemos a democracia e as instituições”, afirmou.

