O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe, na manhã desta sexta-feira (4/9), o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio ao acirramento da crise que o Poder Judiciário atravessa com o embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ao lado de Lula, Fachin participa da cerimônia de sanções de projetos relacionados a fundos do sistema de Justiça, no Palácio do Planalto.
Também nesta sexta, Fachin retirou do Inquérito das Fake News o pedido de Moraes para investigar o colega André Mendonça e submeteu o caso à presidência, comandada por ele.
No mesmo despacho, o presidente da Corte deu 5 dias úteis para Mendonça e a Procuradoria-Geral da República (PGR) elaborarem um parecer sobre as alegações de Moraes.
Leia também
Nessa quinta-feira (3/9), após o acirramento da crise em decorrência dos desdobramentos do caso do Banco Master, Lula se manifestou. Em vídeo divulgado à noite, o petista defendeu que “todo mundo” deve ser investigado, “sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”.
“A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que o nosso sistema político e judiciário precisa de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, defendeu o presidente.
Do evento no Planalto, nesta sexta, participam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, também protagonistas da crise, além do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e outras autoridades do Poder Judiciário.
Escalada da crise
A crise na Suprema Corte escalou após o ministro Alexandre de Moraes apontar indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, supostamente cometidos pelo ministro André Mendonça na condução das investigações sobre o caso Master.
O despacho encaminhado ao presidente da Corte no âmbito do Inquérito das Fake News cobra providências. A decisão ocorreu dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Nesta sexta, Fachin retirou o pedido de Moraes do Inquérito das Fake News e submeteu o caso à presidência. Ele também deu 5 dias úteis para Mendonça e a Procuradoria-Geral da República (PGR) elaborarem um parecer sobre as alegações de Moraes.

