Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) criticou, nesta sexta-feira (4/9), a entrega da Linha 6-Laranja de metrô inacabada, feita pelo atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em julho deste ano.
“A população tem o direito de reclamar. E quando ele [Tarcísio] vai inaugurar, ele inaugura onde? Lá no centro expandido. Ele não inaugura na periferia”, afirmou o petista.
A fala ocorreu em entrevista a jornalistas após uma caminhada na Brasilândia, zona norte da capital paulista, durante agenda de campanha eleitoral.
“Até hoje a estação Brasilândia, que é a mais importante da Linha 6, que é uma população que trabalha longe daqui, não pode contar com os benefícios de quem mora no centro expandido, era para isso que foi doado o terreno”, argumentou Haddad. “Por que ele [Tarcísio] não deixou a linha da Brasilândia pronta em primeiro lugar? Porque é daqui que nós temos que carregar as pessoas; aqui que a pessoa está longe do posto de trabalho”, destacou.
O governador Tarcísio inaugurou a Linha 6 com 8 anos de atraso em relação à previsão do projeto original, mas sem as estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado estarem concluídas. Com previsão de conclusão para o fim de 2027, o metrô ligará a zona norte ao centro da capital paulista. O investimento total previsto é de R$ 19 bilhões.
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Na agenda desta sexta, Haddad também reclamou sobre falta de concursos para professores no estado. “Nós estamos vivendo em São Paulo na área da educação, e que o ensino médio público de São Paulo caiu da terceira para décima posição no país. Não é justo que o estado mais rico da federação não consiga oferecer um ensino médio de qualidade”, apontou.
O candidato afirmou que é preciso preparar os jovens paulistas para a reindustrialização do estado. “A reforma tributária que nós aprovamos vai propiciar o fim da guerra fiscal. Nós temos agro e nós temos serviços. Mas nós perdemos a indústria; nós temos que recuperar a indústria”, ressaltou.
Haddad comentou ainda sobre o escândalo do Banco Master. Ele defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) quebre o sigilo de todos os inquéritos.
“O próprio [Jair] Bolsonaro, o Tarcísio, receberam dinheiro para a campanha. E o Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões para o Vorcaro para financiar um filme que não custa 10% disso”, avaliou. “O grupo do Bolsonaro e o grupo do Vorcaro é um grupo só”, acrescentou Haddad.

