O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a inclusão de uma nota oficial na qual Alexandre de Moraes negou ter recebido mensagens de Daniel Vorcaro na apuração sobre a atual crise entre integrantes da Corte.
No despacho, Fachin pede que Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem sobre a troca de acusações no prazo de cinco dias úteis.




O ministro Alexandre de Moraes
LUIS NOVA/METRÓPOLES @LuisGustavoNovaO ministro do STF André Mendonça
LUIS NOVA/METRÓPOLES @LuisGustavoNovaO presidente do STF, Edson Fachin
LUIS NOVA/METRÓPOLES @LuisGustavoNovaNa decisão, Fachin também determina que seja incluída na petição a nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social do STF, por solicitação de Moraes, em 6 de março, na qual o ministro trata das mensagens de Vorcaro.
Há seis meses, Moraes negou publicamente que banqueiro tivesse lhe enviado mensagens no dia de sua prisão, algo que se confirmou depois. Na ocasião, chegou a afirmar que se tratava de uma “ilação mentirosa” para atacar o STF.
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“Juntem-se a esta PET: […] b. A Nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social por solicitação do gabinete do Ministro Alexandre de Moraes em 06.03.2026”, determinou Fachin.
Apuração de Fachin
A decisão de Fachin é uma resposta ao parecer da PGR, que pediu a nulidade da decisão de Mendonça sobre as conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, e ao pedido de Mendonça para levar o caso ao plenário do STF.
Fachin afirma que cabe ao presidente do STF “zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”.

