A NFL encontrou no Brasil um mercado com “enorme paixão pelo esporte”, segundo Peter O’Reilly, vice-presidente executivo da liga. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (2/9), o dirigente destacou o crescimento da torcida e projetou novos passos da maior liga de futebol americano do mundo no país.
“O Brasil demonstrou que nossa percepção estava correta. Este é um país que tem uma enorme paixão pelo esporte. Vimos isso em toda a sua força nos últimos dois anos em São Paulo. Mas não apenas isso. Também vimos isso na maneira como os torcedores estão se envolvendo, como pro exemplo, nas redes sociais”, afirmou O’Reilly.
A relação entre a NFL e o Brasil ganhou força em 2024, quando São Paulo recebeu o primeiro jogo da liga no país. A cidade voltou a sediar uma partida em 2025, e agora o Rio de Janeiro será o palco do terceiro confronto consecutivo em território brasileiro.





Decoração da NeoQuímica Arena com arte para o time dos Los Angeles Chargers
Divulgação/Los Angeles ChargersChiefs vs Chargers em campo pela temporada 2024/25 da NFL
Jamie Squire/Getty ImagesChiefs vs Chargers em campo pela temporada 2024/25 da NFL
David Eulitt/Getty ImagesChiefs vs Chargers - NFL
Jamie Squire/Getty ImagesA partida deste ano será disputada no Maracanã, em 27 de setembro, entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys. Para O’Reilly, levar o jogo para uma nova região faz parte da estratégia da competição de alcançar torcedores de diferentes partes do país.
O dirigente também deixou aberta a possibilidade de a NFL ampliar sua presença no Brasil no futuro. Segundo ele, a liga está concentrada em fazer do jogo no Rio um sucesso, mas novas oportunidades podem surgir.
“Nós estamos focados neste ano em garantir que tenhamos um jogo muito bem-sucedido no Rio. Continuaremos construindo. E certamente pode haver oportunidades para fazermos mais”, afirmou O’Reilly.
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Logística dos jogos internacionais
Questionado pelo Metrópoles, O’Reilly falou sobre o impacto das longas viagens na rotina dos jogadores e das equipes. Para o dirigente, cuidar dessa experiência é fundamental para que a expansão internacional da NFL continue avançando.
“A experiência das equipes e dos jogadores é a nossa prioridade número um. Se não fizermos isso direito, todo o resto desmorona”, afirmou. Segundo ele, apesar da quebra da rotina provocada pelas viagens, o retorno dos atletas após as partidas internacionais tem sido positivo.
O dirigente citou o Brasil como exemplo de como a percepção dos jogadores pode mudar depois do contato com uma nova cultura e com a atmosfera dos jogos internacionais.
“No primeiro ano em que fomos ao Brasil, por exemplo, havia certa apreensão. E, depois do jogo, você ouve dos jogadores que aquela foi uma das experiências mais especiais de suas vidas. Estar em um estádio icônico, simplesmente vibrante e pulsando de energia”, contou.

