O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, participou de agenda na manhã desta quinta-feira (3/9) e falou sobre o papel da igreja no período eleitoral no Brasil. Na ocasião, a Corte Eleitoral assinou um pacto com religiosos para promover a “paz e tolerância” nas eleições.
De acordo com o magistrado, o processo eleitoral não depende apenas do TSE e das urnas, e citou a importância dos templos religiosos no pleito. Segundo Mendonça, as instituições religiosas alcançam onde o Estado não chega.
“Os senhores [disse aos representantes religiosos] alcançam locais que o Estado brasileiro não consegue alcançar. Os senhores estão por vezes onde não há saúde, não há psicólogo, não há segurança. E os senhores são as grandes autoridades que preservam essa unidade social”, declarou Mendonça.
Mendonça é evangélico e tem trajetória religiosa pública. Ele foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também é evangélico, e contou com apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para a vaga. O laço com a religião de Mendonça foi um dos ativos que o levou à Suprema Corte aos 48 anos de idade.
Indicado por Bolsonaro em 2021, ficou conhecido à época como “terrivelmente evangélico”. À época, Bolsonaro defendia a indicação de uma pessoa que pudesse bloquear ou avançar com pautas de interesse do campo conservador. Mendonça é pastor presbiteriano e tem atuação ativa no meio.
“Eu espero que o TSE tenha êxito, e terá êxito nessa eleição. Mas tenho certeza que o êxito tem como um ponto essencial a atuação das instituições que os senhores representam”, declarou André Mendonça.

