O desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), se declarou suspeito para participar do julgamento do pedido de impugnação da candidatura de José Roberto Arruda (PSD). Arruda é candidato ao Governo do DF e teve a candidatura impugnada pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou inelegibilidade de Arruda em razão de seis condenações, em segunda instância, por improbidade administrativa.
No início da sessão desta quinta-feira (3/9), Néviton afirmou que, quando atuou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi responsável por proferir decisões em processos relacionados à Operação Caixa de Pandora. “Participei múltiplas vezes no TRF-1 proferindo decisões nos processos da Operação Caixa de Pandora. E devo dizer que alguns desses processos ainda estão em curso”, disse.
Néviton é desembargador do TRF-1 e está atuando no TRE-DF em mandato de 2025 a 2027.
Leia também
O desembargador ainda afirmou que, caso participasse do julgamento, “estaria trazendo uma consciência já formada”. Mesmo com a suspeição, o presidente do TRE-DF afirmou que ainda há quórum para votar o caso de Arruda.
As condenações citadas pelo MPE ao impugnar Arruda são decorrentes da Operação Caixa de Pandora, que apontou esquema de corrupção no GDF, com participação de empresários e políticos. O Ministério Público afirmou que nenhuma das condenações trata de “fatos ímprobos conexos” e disse que a inelegibilidade deve ser considerada a partir da condenação de 2018.

