Últimas

Delegado da Cunha afirma que "perseguição política" provocou sua demissão

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Delegado da Cunha afirma que "perseguição política" provocou sua demissão

Demitido da Polícia Civil de São Paulo, conforme publicado na edição desta quinta-feira (3/9) do Diário Oficial do Estado, o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (União-SP) afirmou que “perseguição política” teria embasado a decisão, assinada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicados).

O agora ex-policial é conhecido no mundo político como Delegado da Cunha e ficou famoso nas redes sociais ao compartilhar sua rotina como então membro da instituição.

Delegado da Cunha afirma que “perseguição política” provocou sua demissão - destaque galeria
11 imagens
O deputado Delegado Da Cunha, do PP de São Paulo
Delegado da Cunha afirma que “perseguição política” provocou sua demissão - imagem 3
O pré-candidato a deputado federal Delegado da Cunha foi alvo de uma representação do MPE por ter pedido votos em um vídeo publicado no YouTube.
O Delegado da Cunha é pré-candidato a deputado federal, e fez fama no YouTube publicando vídeos de operações policiais. Ele chegou a ser alvo da Corregedoria por usar a Polícia Civil para autopromoção.
Delegado Da Cunha
Metrópoles
Sucesso no YouTube, delegado Da Cunha têm mais de 3 milhões de seguidores
1 de 11

Sucesso no YouTube, delegado Da Cunha têm mais de 3 milhões de seguidores

Reprodução/Instagram
O deputado Delegado Da Cunha, do PP de São Paulo
2 de 11

O deputado Delegado Da Cunha, do PP de São Paulo

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Delegado da Cunha afirma que “perseguição política” provocou sua demissão - imagem 3
3 de 11Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O pré-candidato a deputado federal Delegado da Cunha foi alvo de uma representação do MPE por ter pedido votos em um vídeo publicado no YouTube.
4 de 11

O pré-candidato a deputado federal Delegado da Cunha foi alvo de uma representação do MPE por ter pedido votos em um vídeo publicado no YouTube.

Reprodução/Instagram
O Delegado da Cunha é pré-candidato a deputado federal, e fez fama no YouTube publicando vídeos de operações policiais. Ele chegou a ser alvo da Corregedoria por usar a Polícia Civil para autopromoção.
5 de 11

O Delegado da Cunha é pré-candidato a deputado federal, e fez fama no YouTube publicando vídeos de operações policiais. Ele chegou a ser alvo da Corregedoria por usar a Polícia Civil para autopromoção.

Reprodução/Instagram
Delegado Da Cunha
6 de 11

Delegado Da Cunha

Reprodução/Instagram
O deputado Delegado Da Cunha, do PP de São Paulo
7 de 11

O deputado Delegado Da Cunha, do PP de São Paulo

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O deputado federal Delegado da Cunha em vídeo publicado na internet
8 de 11

O deputado federal Delegado da Cunha em vídeo publicado na internet

Reprodução/Instagram
Da Cunha alega que há ciúme em relação ao seu sucesso na corporação
9 de 11

Da Cunha alega que há ciúme em relação ao seu sucesso na corporação

Reprodução/Instagram
Delegado já foi afastado das ruas por ter chamado policiais de "ratos"
10 de 11

Delegado já foi afastado das ruas por ter chamado policiais de "ratos"

Reprodução/Instagram
Carlos Alberto da Cunha tem de 43 anos,
11 de 11

Carlos Alberto da Cunha tem de 43 anos,

Reprodução/Instagram

Procurado pela coluna, na tarde desta quinta-feira (3/9), o parlamentar afirmou que iria encaminhar uma nota oficial, se posicionando sobre a decisão do governo estadual. Antes disso, resumiu o episódio como “perseguição política”.

A nota não havia sido encaminhada até a publicação deste texto, que será atualizado assim que o posicionamento oficial for encaminhado.

“A bem do serviço público”

Como revelou a coluna, Da Cunha recebeu a pena de demissão a bem do serviço público, uma das punições previstas no Estatuto da Polícia Civil paulista.

Na prática, o governo considerou que ele cometeu irregularidade grave, além de enquadrar sua conduta em dispositivos que tratam da revelação intencional de informações sigilosas conhecidas por causa do cargo, com prejuízo ao Estado ou a particulares, e da prática de ato definido em lei como improbidade.

A publicação menciona ainda um parecer e um despacho da Assessoria Jurídica do Governo, de 1º de setembro, como parte da documentação que embasou a decisão.

Vídeos, Corregedoria e encenação

A exposição nas redes também colocou o delegado no centro de uma série de investigações.

Em 2020, Da Cunha foi acusado de obrigar a vítima de um sequestro e um criminoso a retornarem a um cativeiro já desativado para que a ação policial fosse reencenada e gravada. Ele admitiu ter feito uma reprodução da ocorrência. O processo judicial relacionado ao episódio acabou arquivado em 2024.

Em 2021, foi afastado das ruas e teve arma e distintivo recolhidos. À época, respondia a procedimentos na Corregedoria por suspeitas relacionadas ao uso da estrutura da Polícia Civil em gravações para suas redes. Naquele ano, pediu licença não remunerada.

Réu por violência doméstica

Já deputado federal, Da Cunha tornou-se réu por violência doméstica contra a ex-companheira Betina Grusiecki. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) o denunciou por lesão corporal, ameaça e dano qualificado. Ele nega as acusações.

Em fevereiro de 2026, sua participação na reinauguração de uma Delegacia de Defesa da Mulher, em São Paulo, provocou críticas de entidades ligadas ao combate à violência contra mulheres.

Delegado da Cunha afirma que "perseguição política" provocou sua demissão — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado