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Candidato à Presidência pelo Democrata quer acabar com governos estaduais

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Candidato à Presidência pelo Democrata quer acabar com governos estaduais

O candidato à Presidência pelo Democrata, Veterinário Wilson Grassi, disse ser favorável a acabar com os governos estaduais e deputados em Assembleias Legislativas em sua eventual gestão. De acordo com ele, governador “não serve para nada” e os municípios brasileiros deveriam se reportar diretamente para Brasília (DF).

“A gente tem que acabar com esse monte de cargo estadual de governador, de secretário de governador, de deputado estadual. Isso tudo tem que acabar. Isso vai dobrar o recurso dos municípios que é onde a gente mora. Nós temos que acabar com muito município também, que o município com 5.000 habitantes, 10.000, então não tem razão de existir”, declarou em entrevista ao Metrópoles gravada na terça-feira (1º/9).

Ao falar sobre sua proposta, sem apresentar dados, o candidato disse que os estados consomem “metade do orçamento público”.

“A gente precisa de prefeito que cuide da cidade e precisa de presidente que cuide do país. Governador não serve para nada. E as poucas atribuições que tem como gerir a polícia, podem ser passadas para os ministérios. Não tem lógica. Gente, nós estamos na época do WhatsApp e do avião a jato. Em época de campanha, esses políticos que têm dinheiro, eles tomam café em Porto Alegre, almoçam em São Paulo e jantam em Manaus. Por que que nós temos que ter governos estaduais que consomem metade do orçamento público?”, indagou.

Assista:

Grassi também defendeu outras propostas polêmicas, como salário de R$ 1 milhão para deputados, em troca de acabar com a cota parlamentar para pagamento de despesas e também extinguir as emendas parlamentares. Segundo o candidato, a medida é necessária para acabar com o “sequestro” do qual o presidente também é “refém”.

“Eu proponho 1 milhão de reais por mês para cada deputado. A gente tem e você sabe qual é o maior defeito do Brasil? Não é a corrupção e não é incompetência, é a hipocrisia. O Brasil hoje foi sequestrado. O presidente é sim um refém do dos deputados. Por quê? O Lula passou os quatro anos dele com a faca no pescoço ou se dá se não dá emenda, ninguém vota, se não não dá cargo, ninguém vota”, argumentou.

“Não vai ter emenda nenhuma. Os assessores dele, ele que vai pagar. O carro dele, ele que vai pagar. A gasolina, ele vai pagar. Passagem de avião, o terno, a comida, o do dentista, ele vai pagar tudo. E hoje eles não pagam nada. E ele ainda vai ter oportunidade de gerir orçamento, já que o deputado gosta de gerir o orçamento, vai gerir o orçamento pessoal. Se ele for um bom gestor, ainda vai sobrar uns 700.000 para ele nessa história aí, desse 1 milhão”, complementou.

As emendas parlamentares servem para deputados e senadores enviarem recursos para suas bases com o objetivo de fazer obras estruturantes e melhorias em municípios e estados. Questionado sobre quem ia gerar esse dinheiro das emendas que não mais existiriam, Grassi defendeu que a relação seja direta entre os municípios e o governo federal.

O candidato também declarou ser contra o fim da escala de trabalho 6×1, disse que a anistia deveria ser “ampla, geral e irrestrita” e defendeu um programa de governo que inclui botox para mulheres de baixa renda.

Assista na íntegra as propostas de Grassi:

Candidato foi liberado a fazer campanha novamente

Durante a entrevista gravada na terça, Grassi havia prometido correr uma maratona ao redor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enquanto sua campanha não fosse liberada de novo. Nessa quarta (2/9), no entanto, o candidato correu 25km e não os 42 km de uma maratona. Durante a noite, o ministro Dias Toffoli voltou a tirar as restrições de sua campanha.

O magistrado do TSE liberou os perfis nas redes sociais, os repasses e gastos do Fundo Eleitoral e a participação em debates do candidato à Presidência.

A suspensão havia ocorrido pois o candidato não tinha informado os perfis em que faria campanha de forma adequada e dentro do prazo. O candidato admitiu na entrevista que fez publicações em seu perfil pessoal.

Toffoli manteve o entendimento de que o candidato não informou os perfis de forma adequada e dentro do prazo. Segundo o ministro, Grassi apresentou inicialmente apenas um nome de usuário, sem indicar a qual rede social ele pertencia.

6ª entrevista com presidenciáveis

Grassi foi o sexto entrevistado pelo Metrópoles da série com presidenciáveis. Já participaram da sabatina Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (DC).

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