Estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 103, da Santa Maria, visitaram a exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo, no Museu Nacional da República. Segundo o diretor da instituição, André Luiz da Silva, a visitação “casa com os conteúdos pedagógicos da escola”. A atividade extraclasse permitiu que os jovens compreendessem a origem da capital por meio de maquetes e documentos originais do Arquivo Público do Distrito Federal.
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Saiba mais sobre Utopias em construção
- Com curadoria de Marcus Lontra, Marília Panitz e Rafael Peixoto, a mostra tem entrada franca e está em cartaz no Museu Nacional da República.
- A exposição realizada pelo Metrópoles Arte reúne documentos históricos, fotos, projetos, obras de arte e experiências imersivas.
- O acervo ganha novas interpretações ao colocar documentos históricos em diálogo com obras contemporâneas.
- A iniciativa busca transformar visitantes em participantes da memória e da preservação do patrimônio da capital.
O passeio garante o acesso gratuito à cultura para os jovens. Na visita, eles puderam perceber que o passado de Brasília vai muito além dos rostos já estampados nos livros didáticos. O foco das atenções se voltou para as mãos invisibilizadas que levantaram os monumentos e definiram a verdadeira identidade da capital.

Conexões reais na exposição
Para o aluno Pedro Miguel Lopes, de 13 anos, a saída pedagógica superou a expectativa inicial. Ele conta que esperava encontrar apenas dados sobre o Brasil de modo geral, mas se surpreendeu ao ver como o lugar em que mora foi planejado e desenvolvido, destacando que achou “incrível a estrutura de Brasília”.
A estudante Izabelle Moura de Carvalho também notou a força dos trabalhadores nos bastidores da capital e refletiu sobre a presença feminina e a atuação dos candangos, que frequentemente ficam de fora das rodas de conversa. “Muitas pessoas acham que é só o Oscar Niemeyer e o Juscelino Kubitschek, sendo que a história de Brasília é muito maior do que todo mundo pensa”, refletiu a aluna.

Além dela, a estudante Rebeca dos Santos, de 11 anos, do 6° ano, declarou estar muito feliz com a exposição: “Estou muito animada para ver todas as obras que têm aqui”.
A coordenadora do colégio, Erenilda Pereira, destacou a importância de uma exposição como essa ser acessível a estudantes da rede pública, uma vez que a realidade é um tanto distante.
“Eu acho importante porque, como a escola fica dentro de uma comunidade mais carente, os alunos quase não têm acesso a isso. Muitos deles vieram poucas vezes aqui no Plano Piloto. Então, esse tipo de passeio proporciona acesso ao Plano Piloto e à cultura, bem como a conhecer mais sobre a própria cidade”, expôs a coordenadora.
A professora de língua portuguesa da turma, Laiane Santana, se mostrou positiva sobre a visita dos alunos ao Museu Nacional. A exposição é uma grande oportunidade para eles conhecerem mais sobre a história da cidade em que nasceram e que vivem.
“Às vezes, ficam somente em sala de aula e muitos deles não têm acesso a esse mundo. Sair da sala e proporcionar a eles esse conhecimento é muito importante”, contou Laiane.

A arte presente na exposição
A estudante Kauane Gabrielly elogiou a arquitetura e as maquetes perfeitas exibidas no Museu. Segundo a jovem, observar os traços feitos no papel é essencial para que a herança dos artistas não seja esquecida pelas próximas gerações.
Os professores aproveitam exatamente essa euforia gerada pela exposição para ilustrar o conteúdo escolar. A docente de história Andréia Nascimento de Oliveira explica que observar as fotografias antigas ajuda as turmas do oitavo e nono ano a fazerem a assimilação mais fácil da teoria ensinada na sala, gerando um sentimento de pertencimento histórico.

O impacto da exposição além da sala
Para que essa transformação aconteça na vida dos jovens, é preciso dedicação contínua dos professores. O diretor André Luiz reconhece que as turmas dependem desse incentivo da escola para vivenciar a arte. Ele defende que a educação transcende os muros do colégio e deixa um recado direto aos colegas de profissão sobre o planejamento dessas imersões culturais: “Trabalho dá trabalho.”
A visita à exposição atua na construção direta da identidade dos adolescentes, uma vez que muitos têm familiares que ajudaram a fundar o DF e sequer sabiam. A educadora Laís Moreira da Silva comenta que a imersão ajuda o jovem a ter uma visão mais completa da sociedade. “Quanto mais cultura a gente absorve, mais senso crítico a gente desenvolve”, conclui.







Exposição recebe alunos do 6° ano do CEF 103
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Andressa Sarkis / MetrópolesEstudantes aproveitaram para conhecer um pouco mais sobre a capital
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