O candidato à presidência da República pelo Partido Democrata, veterinário Wilson Grassi, iniciou nesta quarta-feira (2/9), uma corrida de protesto no entorno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A manifestação ocorre após o ministro Dias Toffoli suspender os perfis nas redes sociais, os repasses do Fundo Eleitoral e a participação em debates do candidato.
Grassi afirma que pretende correr 42 quilômetros todos os dias ao redor do tribunal até que suas contas nas redes sociais e os demais objetos de campanha sejam reestabelecidos. Até às 13h30 desta quarta-feira (2/9), o candidato já havia percorrido 25 quilômetros do primeiro dia de seu protesto.
“Que absurdo. Me proibiram de usar as redes sociais. Isso se chama censura. Só eu, hoje, estou com as redes suspensas. Mas eu sou pacífico, vou correr 42 quilômetros todos os dias até que o tribunal acabe com essa censura. Essa é uma corrida pela liberdade e pela democracia”, afirmou o candidato antes de iniciar o percurso”, afirmou.
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De acordo com o candidato, o único erro cometido por sua parte foi publicar uma postagem em sua conta pessoal em vez da profissional indicada ao TSE. Grassi ainda ressalta que mais de três mil candidatos praticaram a mesma atitude, mas não foram punidos.
Segunda a assessoria de Grassi, um recurso sobre a decisão foi apresentado ao TSE, na segunda-feira (31/8). No entanto, ainda não há previsão do TSE analisar o recurso apresentado.
Recentemente, as redes sociais do candidato à presidência pelo Missão, Renan Santos, também foram suspensas. No entanto, o ministro Dias Toffoli, revogou a decisão nessa terça-feira (1°/9).
Para Grassi, a suspensão de sua comunicação digital é como se fosse uma “tentativa de silenciar sua candidatura”. O candidato reforça, ainda, que a corrida também terá um significado simbólico de resistência e perseverança.
Entenda o caso
- O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu os perfis nas redes sociais, os repasses do Fundo Eleitoral e a participação em debates do candidato à Presidência Wilson Grassi (Democrata) após a chapa informar oito contas usadas na campanha com 17 dias de atraso;
- A decisão foi proferida nesse domingo (30/8) e ocorre após o ministro também determinar a suspensão da campanha de Renan Santos (Missão) ao Palácio do Planalto;
- Toffoli ainda ordenou que as plataformas suspendam os perfis de Grassi em até seis horas e deixem de recomendá-los aos usuários;
- Ao analisar uma das contas, Toffoli constatou a publicação de propaganda eleitoral em um perfil no Instagram com 156 mil seguidores. Para o ministro, a comunicação tardia pode ter beneficiado a candidatura nos sistemas de recomendação das plataformas.

