O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, saiu em defesa do ministro André Mendonça nesta quarta-feira (2/9) ao comentar a revelação de que o integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniu com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Flávio chamou a divulgação do encontro de “cortina de fumaça” e disse que o episódio não se compara às informações envolvendo Alexandre de Moraes. O senador também voltou a defender a saída de Moraes do Supremo e afirmou que o ministro cometeu “diversos crimes”.
As declarações foram dadas durante visita de Flávio à Expointer, em Esteio (RS). O candidato cumpre agendas com empresários e representantes do agronegócio no estado e deve fazer um comício em Porto Alegre no início da noite.
Mendonça confirmou nesta quarta que recebeu Vorcaro em março de 2025 para tratar de um processo sobre precatórios que estava no Supremo. Na época, ele ainda não era relator do caso relacionado ao Banco Master.
Segundo nota divulgada pelo gabinete do ministro, o encontro ocorreu a pedido do empresário e ficou registrado na agenda. Flávio citou essas informações ao defender Mendonça e diferenciar a reunião das suspeitas que atribui a Moraes.
“É impossível querer lançar cortina de fumaça como essa contra o ministro André Mendonça. Pelo que eu vi na nota que ele publicou, foi numa época em que ele sequer era relator dessa ação, tratando de um assunto específico, registrado em sua agenda, portanto, algo totalmente profissional, muito diferente do que fez Alexandre de Moraes”, disse.
Leia também
Cobranças
Flávio já havia defendido a renúncia de Moraes na terça-feira (1º/9), depois da divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro e ao ministro. O material foi extraído do celular do banqueiro e encaminhado por Mendonça à Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a nulidade do material.
Em uma das mensagens, Vorcaro indica que precisava da proteção de “Paulo” e “Andrei”. Investigadores apontam que o interlocutor era Moraes e que os nomes fariam referência ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Nesta quarta, Flávio voltou a atacar Moraes, afirmou que o ministro cometeu “diversos crimes” e defendeu que ele não permaneça no Supremo
“Esse, sim, claramente, no meu ponto de vista, na minha opinião, cometeu diversos crimes. É inadmissível com o que veio à tona, ele continuar sendo ministro do Supremo”, afirmou.
O senador também chamou Alexandre de Moraes de “laranja podre” e argumentou que sua saída seria necessária para que a Corte recuperasse a credibilidade.
“A gente não pode mais admitir que uma laranja podre contamine todas as laranjas, e nós temos que fazer uma defesa intransigente do Supremo Tribunal Federal. E para que o Supremo resgate a sua credibilidade, o Moraes tem que sair”, disse.
O candidato também citou o contrato firmado pelo Banco Master com o escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes, e afirmou que filhos do ministro receberam R$ 300 mil em limite de crédito nos cartões da instituição. Flávio acusou ainda Moraes de usar suas atribuições para proteger Vorcaro.
“Alguém que tá comprovado que agiu com o próprio contrato de advocacia da sua esposa, alguém que recebeu o limite de crédito… seus filhos receberam 300 mil reais de crédito nos cartões do Banco Master, dado pelo Vorcaro. Alguém que claramente usava a sua caneta pra fazer uma espécie de proteção ao Vorcaro”, declarou.

