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Pacientes ficam com roupas de cama sujas e macas para mortos no HBDF

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Pacientes ficam com roupas de cama sujas e macas para mortos no HBDF

O núcleo de hotelaria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) suspendeu a entrega de cobertores, lençóis e toalhas limpos para os pacientes do hospital. A medida foi comunicada internamente na última quinta-feira (27/8) através de mensagem que informou que as roupas estavam em contingenciamento. Segundo os profissionais, a situação persistiu até segunda-feira (30/9). Além disso, por falta de macas adequadas, pacientes foram transportados em macas projetadas para mortos.

O serviço de hotelaria foi suspenso por falta de pagamento à empresa contratada e a unidade enfrenta falta de profissionais, como padioleiros. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF), responsável pelo Base, afirmou que o serviço de enxoval foi retomado e os demais problemas serão sanados (leia abaixo).

O Metrópoles vai preservar as identidades dos servidores que fizeram a denúncia.

“A empresa de rouparia que fornece, cobertores, lençóis e toalhas para o hospital suspendeu a liberação de rouparia, por falta de pagamento. No meio do plantão não tinha um lençol para trocar os pacientes evacuados, estamos dando banho nos pacientes e enxugando com lençol sujo porque não estão fornecedo as toalhas”, contou a servidora.

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Paciente em maca para transporte no Hospital de Base
O hospital também tem equipamentos quebrados
Segundo profissionais de saúde, faltam padioleiros, enfermeiros e técnicos de enfermagem
Pacientes também ficaram com roupas de cama sujas
Metrópoles
Paciente em maca destinada para mortos no Hospital de Base
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Paciente em maca destinada para mortos no Hospital de Base

Material cedido ao Metrópoles
Paciente em maca para transporte no Hospital de Base
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Paciente em maca para transporte no Hospital de Base

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O hospital também tem equipamentos quebrados
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O hospital também tem equipamentos quebrados

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Segundo profissionais de saúde, faltam padioleiros, enfermeiros e técnicos de enfermagem
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Segundo profissionais de saúde, faltam padioleiros, enfermeiros e técnicos de enfermagem

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Pacientes também ficaram com roupas de cama sujas
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Material cedido ao Metrópoles

O reportagem teve acesso a uma mensagem divulgada entre os profissionais do Base.

“O Núcleo de Hotelaria informa, que a empresa ainda permanece com a suspensão parcial do abastecimento, devido a pendência relacionada à repactuação financeira do Contrato nº 493/2023, sem previsão de normalização. Solicitamos a ampla divulgação as áreas assistenciais envolvidas diretamente, para conhecimento e compreensão dos fatos. Agradecemos a compreensão e a colaboração de todos durante o período de contingência”, registrou o comunicado.

Falta de macas

E a falta de macas adequadas prejudicou ainda mais o tratamento dos doentes. “É triste ver um paciente em uma maca de transporte. Porque o colchão é muito fino e sentem muita dor. Fora isso, os padioleiros tem de transportar os pacientes em macas de óbito, porque as macas de transporte estão ocupadas com pacientes”, completou.

Teoricamente, os pacientes deveriam ficar acomodados em macas leito, projetados para o acolhimento e o tratamento. As macas de transporte são produzidas com a cor laranja. E as macas de óbito são de ferro sem colchão. Por isso, as equipes improvisaram, colocando colchões finos para minimizar o desconforto. Há casos, inclusive de pacientes acomodados em cadeiras de descanso.

Segundo os profissionais de saúde, o hospital está com poucos técnicos de enfermagem, enfermeiros e padioleiros. “Não têm padioleiro o suficiente no hospital. Os técnicos de enfermagem estão tendo de descer com os pacientes para exame e deixando eles entubados sem assistência por um longo período de tempo. Porque o hospital reduziu a quantidade de padioleiros. Era pra ter 20 estamos apenas com sete. Eles estão muito cansados já reclamaram também. Ninguém resolve nada”, denunciou.

O que diz o Iges-DF

O IgesDF afirmou que o serviço de hotelaria do HBDF está funcionalmente normalmente e que o contrato responsável pela prestação do serviço não está suspenso.

“Houve um contingenciamento pontual do enxoval, situação que durou dois dias e já foi integralmente regularizada. Atualmente, não há registro de falta de cobertores, lençóis ou toalhas no hospital”, garantiu o instituto, em nota enviada ao Metrópoles.

Segundo o Iges-DF, o contrato nº 493/2023, firmado com a empresa LAVEBRAS Gestão de Têxteis S/A, permanece vigente até 27 de setembro de 2028 e sem pendências que comprometam a continuidade dos serviços.

Macas e profissionais

“Em relação às macas, o Iges-DF informa que está em andamento um processo para aquisição de 151 novas unidades destinadas às unidades administradas pelo Instituto. O processo encontra-se atualmente na fase de estimativa de preços, etapa necessária para a continuidade da contratação. O cronograma para conclusão da aquisição será definido após o avanço das etapas do processo”, justificou.

Quanto ao quadro de profissionais, o Hospital de Base conta atualmente com 81 maqueiros, 522 enfermeiros e 1.735 técnicos de enfermagem.

O IgesDF garantiu que mantém processos seletivos para formação de cadastro reserva e realiza admissões de acordo com as necessidades assistenciais e operacionais das unidades.

O Processo Seletivo nº 075/2026, destinado ao cargo de Maqueiro Hospitalar, está em andamento, com previsão de finalização em 2 de setembro de 2026. Também estão em curso processos de admissão de profissionais da área de enfermagem“, revelou.

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