Belo Horizonte – O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a retomar as investigações sobre um possível superfaturamento para as comemorações dos 150 anos da cidade de Curvelo, na região Central de Minas, em novembro de 2025.
A festividade durou por 16 dias e a gestão municipal, que à época tinha como prefeito Luiz Paulo (PSB), alugou um parque inflável por R$ 718 mil e uma roda gigante por mais R$ 542 mil, valor que correspondeu a 95,85% do total contratado com a empresa E&B Produções e Eventos Ltda. para a festividade.
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O município alegou que “a estimativa de preços foi precedida de regular pesquisa de mercado, realizada pelo setor técnico competente, com base em cotações junto a fornecedores do ramo, considerando-se as características específicas do equipamento exigido”.
Entre as exigências estava que o parque tivesse área mínima de mil metros, iluminação e toda a parte operacional. Já a roda gigante teria que ter 22 metros de altura, com no mínimo 16 gôndolas e capacidade para 64 pessoas.
Apesar das explicações, o MPMG afirmou que não é possível afirmar se há ou não superfaturamento e para buscar esclarecer pediu que outras três empresas que participaram da cotação na fase preparatória informem o motivo de não terem participado da fase competitiva para a contratação dos serviços.
Uma delas, a empresa J. James Produções Artísticas Ltda., além de não participar da fase de contratação, apresentou proposta para processo licitatório de outro lote.
A estimativa da prefeitura é que, durante os 16 dias de festa, mais de 44 mil pessoas fizeram uso do Parque Inflável e da Roda Gigante.

